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ES: letalidade da gripe aumenta 23,29% em 2025

Dos 249 casos de SRAG por gripe até 17 de junho, 58 resultaram em óbito, em 2024 no mesmo período, foram 417 casos e 42 mortes pela doença

Por Amanda Amaral

Em 2025, no Espírito Santo, mais de 84% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram devido à Influenza (gripe) em pessoas não vacinadas. Até 17 de junho, foram notificadas 58 mortes por este motivo, dentre estas, 49 pessoas não tinham se imunizado contra a doença. Além disso, este ano, a gripe aumentou sua letalidade.

As informações são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Ou seja, houve aumento na proporção de mortes pela doença entre o total de doentes. Se no mesmo período do ano passado, foram 417 casos e 42 óbitos, este ano foram 249 casos e 58 óbitos. Na comparação, a letalidade da SRAG por Influenza está em 23,29%, maior que os 10,07% de 2024. 

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Os óbitos prevalecem entre a população prioritária para a vacinação, como os idosos. Das 49 mortes de SRAG por Influenza, 61,2% (30) foram em pessoas com 60 anos ou mais. Chama atenção também o fato de que entre estes que faleceram sem imunização, 19 foram pessoas na faixa etária de 18 a 59 anos, sendo 14 mortes (73,68%) de pacientes com uma ou mais comorbidades – cardiopatias (47,37%), seguido de diabetes e tabagismo (21,05%). 

A médica e referência técnica da Vigilância da Influenza e Meningites, do Programa Estadual de Imunizações (PEI), Mariana Ribeiro Macedo, explicou que a Influenza traz maiores complicações em pessoas com extremos de idade, como idosos e crianças, e os dados de óbitos deste ano confirmam uma maior prevalência na faixa etária de 60 anos ou mais no Estado.

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“Este ano temos observado uma predominância de SRAG por Influenza e por Vírus sincicial respiratório. Além disso, a letalidade de Influenza está maior, sendo em sua maioria em pessoas com 60 anos ou mais, faixa etária que apresenta um maior risco de complicação por doenças respiratória”, disse.

Vacinação

Vale lembrar que, além dos idosos, as crianças de 6 meses a menores de seis anos e as gestantes também fazem parte do grupo prioritário para a imunização contra doença, com meta do Ministério da Saúde de 90% de cobertura vacinal. Contudo, o Sistema Vacina e Confia indica que, em quase três meses de estratégia vacinal contra gripe, a cobertura deste grupos prioritários até essa terça-feira (24) estava em em 47,80%.

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Desde 15 de maio, a vacina contra influenza está disponível para toda a população, porém, do total de 249 casos registrados de SRAG por Influenza em 2025, 213 não eram vacinados. A vacinação é feita pelos municípios e para ter acesso ao imunizante, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência no seu bairro.

Casos graves 

 Jessica Polese é pneumologista. Foto: Divulgação
Jessica Polese é pneumologista. Foto: Divulgação

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) abrange casos de Síndrome Gripal (SG) que evoluem com comprometimento da função respiratória, uma das complicações causada pelo vírus Influenza, podendo levar ao óbito. A vacinação é uma forma de prevenção à influenza e, por isso, especialistas reforçam a importância de todos se vacinarem. “A gripe não é uma simples virose. Em algumas pessoas, especialmente em idosos, gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas, pode levar a quadros graves. A vacina é uma forma de prevenir esse agravamento e proteger toda a comunidade”, disse a pneumologista e Especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese.

Confira os números da Influenza no Espírito Santo:

Registros de SRAG por Influenza (janeiro a 17 de junho de 2025):

  • Dos 249 casos, 213 não foram vacinados contra a gripe.
  • Dos 58 óbitos, 49 (84,48%) não foram vacinados contra a gripe.
  • Dos 49 óbitos de pessoas nao vacinadas, 61,2% (30) eram de pessoas com 60 anos ou mais.
  • Dentre os outros 19 óbitos , 14 (73,68%) eram de pessoas que tinham uma ou mais comorbidades.

Tendência de letalidade:

2025 – 249 casos e 58 óbitos.
2024 – 417 casos e 42 óbitos (mesmo período).

Fonte: Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) e do Sistema Vacina e Confia.

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