Monitoramento da Sesa revela domínio do rinovírus entre agentes infecciosos circulantes no Espírito Santo nas últimas semanas
Por Amanda Amaral
O Governo do Estado fez um alerta para a população com relação aos vírus que causam resfriados. Recentemente, dentre os testes realizados para identificar o agente infeccioso, 25% deram positivo para rinovírus. A piora da doença pode levar a internação e até a morte.
Um dado importante foi apresentado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES). De 1.672 testes realizados, 428 foram positivos para o rinovírus, superando influenza (gripe) e demais vírus respiratórios.
O período analisado pelo Lacen foi de 13 de julho a 03 de agosto (Semana Epidemiológica 29 a 31). Vale lembrar que há vacina disponível contra coronavírus e influenza, para grupos específicos mais suscetíveis as estas infecções, contudo, não há imunização contra rinovírus.
Foi constatado ainda que o rinovírus representa 65% dos agentes infecciosos identificados pelas Unidades Sentinelas (SG) – rede que monitora o cenário dos vírus respiratórios no Espírito Santo. E quando houve piora, 50% dos casos de Síndrome Respiratório Aguda Grave (SRAG) foram causados por rinovírus.
Casos graves
As informações são do Informe Epidemiológico das Vigilâncias das Síndromes Gripais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) referente ao período de 06 a 26 de julho (Semana Epidemiológica 28 a 30).

A médica e referência técnica da Vigilância da Influenza e Meningites, Mariana Ribeiro Macedo, explicou que o rinovírus é altamente contagioso e causa boa parte dos resfriados comuns, mas pode causar casos graves. O Informe Epidemiológico também ressalta, por exemplo, a morte de uma criança menor de 04 anos com Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e também rinovírus.
“Na maioria das vezes, o indivíduo infectado desenvolve sintomas leves, podendo apresentar coriza, dor de garganta, tosse, espirros e congestão nasal. No entanto, alguns casos podem evoluir para a SRAG, sendo que as crianças pequenas estão entre os grupos mais suscetíveis”, informou.
Crianças pequenas
“O rinovírus é um dos principais causadores de resfriados comuns, mas em crianças pequenas — especialmente bebês e menores de 5 anos — ele pode evoluir para quadros mais sérios, como bronquiolite, pneumonia e outras complicações respiratórias”, explica a pneumologista e Especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese.

A especialista destaca ainda que o vírus se espalha com facilidade, principalmente em ambientes fechados, creches e escolas. “Lavar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas gripadas e manter os ambientes ventilados são medidas simples, e que no caso de sintomas como febre persistente, dificuldade para respirar ou chiado no peito, os pais devem procurar atendimento médico o quanto antes”, alerta.
A médica também lembra que, embora não exista vacina contra o rinovírus, manter a caderneta de vacinação em dia e adotar hábitos saudáveis ajudam a fortalecer o sistema imunológico das crianças, tornando-as mais resistentes às infecções.
Confira dicas para evitar infecção por vírus:
– Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
– Uso da máscara se faz importante para aqueles que estejam com sintomas e a recomenda o uso àqueles que fazem parte dos grupos prioritários;
– Utilize lenço descartável para higiene nasal;
– Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
– Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Mantenha os ambientes bem ventilados;
– Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
– Evite aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
– Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e especialista consultada.

