Prematuros e crianças com comorbidades recebem proteção imediata com anticorpo Nirsevimabe nas unidades de saúde do Espírito Santo
Por Thamiris Guidoni
A imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) já começou no Espírito Santo e é voltada para crianças prematuras e para aquelas que têm comorbidades. O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, destacou a importância da medida.
“Estamos dando um passo fundamental na proteção das nossas crianças mais vulneráveis. O Nirsevimabe é uma tecnologia moderna, baseada em evidências científicas robustas, e sua incorporação ao SUS fortalece a capacidade do sistema público de saúde em prevenir casos graves de infecção respiratória.”
E completou: “Essa estratégia reafirma o compromisso do Espírito Santo com a vida, com o cuidado integral e com a qualificação permanente das ações de saúde”, afirmou o secretário.
A estratégia foi iniciada pela Secretaria da Saúde (Sesa) e segue as orientações do Programa Estadual de Imunizações (PEI). A proteção é feita com o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias em bebês e pode provocar bronquiolite e pneumonia, principalmente em prematuros e crianças com problemas de saúde. Diferente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe já oferece proteção imediata, sem precisar que o organismo produza anticorpos.
Quem tem direito
Têm direito à aplicação bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, independentemente do peso, além de crianças de até 2 anos com doenças como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunossupressão, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e malformações das vias aéreas.
A aplicação é intramuscular, na coxa. Para prematuros, ocorre ao longo do ano, preferencialmente ainda na maternidade. Já para crianças com comorbidades, a oferta se concentra entre fevereiro e agosto, período de maior circulação do vírus.
Nos primeiros quatro dias de aplicação no Estado (9 a 12 de fevereiro), foram administradas 122 doses.
A medicação está disponível em maternidades habilitadas, nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE e CIIE) e em unidades do SUS, mediante avaliação clínica. Todas as doses são registradas no sistema Vacina e Confia para garantir controle e acompanhamento.

