Estado recebeu 1.384.000 doses; no entanto, foram aplicadas pouco mais de 700 mil unidades, ficando abaixo da meta recomendada de 90%
Por Kebim Tamanini
A Campanha de Vacinação contra a Influenza que encerraria na última sexta-feira (31) foi prorrogada até o fim do estoque das doses nos municípios. O Espírito Santo recebeu 1.384.000 doses, contudo, foram aplicadas pouco mais de 700 mil doses, o que representa uma cobertura vacinal de 42,9% dos grupos prioritários, sendo que a meta estabelecida é de 90%.
A orientação foi dada pelo Ministério da Saúde, e repassada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). “Quero conclamar a união de todos pelo nosso Movimento Nacional pela Vacinação, um movimento do Ministério da Saúde, dos estados, dos municípios e de toda a sociedade civil. A ciência voltou e precisamos retomar a confiança da população nas vacinas. Essa é uma missão de todos nós”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, através da nota divulgada à imprensa na noite de segunda-feira (29).
Diante disso, embora a campanha tenha sido ampliada para toda população acima de seis meses de idade, a Secretaria da Saúde (Sesa) ressalta ainda a importância dos grupos prioritários, tais como crianças de 6 meses a menores de 6 anos; indígenas vivendo em terras indígenas; gestantes; puérperas; trabalhadores de saúde; professores; e idosos (60 anos ou mais), continuarem se vacinando, uma vez que é a população mais vulnerável ao caso grave da gripe.
Até 25 de maio, foram confirmados 301 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza e 26 óbitos.
Casos graves
Segundo o Ministério da Saúde, a imunização desempenha um papel crucial na prevenção de casos graves da doença. Dados recentes revelam que 35,2 milhões de doses foram aplicadas, alcançando 40,69% do público-alvo composto por idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, profissionais de saúde, puérperas e professores, entre outros.
O estado do Amapá se destacou por atingir a melhor cobertura, alcançando 85,2% do público-alvo, enquanto Acre (19,3%) e Roraima (24,3%) foram os únicos a registrar coberturas inferiores a 25%.

