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quinta-feira, 18 DE julho DE 2024

FIP: Estado lança fundo de R$ 250 milhões com recursos do petróleo

O FIP é vinculado ao Fundo Soberano e visa criar um novo ciclo econômico diversificando a economia capixaba  

O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) assinou, nesta sexta-feira (18), contrato com a TM3 Capital, que administrará o Fundo de Investimento em Participação (FIP), cuja modalidade é de venture capital multiestratégia. A iniciativa, que visa diversificar a economia capixaba, é inédita e tem aporte inicial de R$ 250 milhões, um dos maiores do País na categoria.

O FIP é vinculado ao Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses), que possui recursos oriundos da exploração de petróleo e gás natural. A ideia é que esta vinculação possibilite maior competividade do parque industrial, desenvolvimento de empresas de base tecnológica, a consolidação de cadeias produtivas de diferentes segmentos, entre outras oportunidades para o Espírito Santo.

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Setores de Investimentos

Com foco em empresas com base tecnológica e com intuito de impulsionar empreendimentos em estágio inicial, em até 05 anos, o FIP Funses 01 pretende acelerar até 500 negócios e investir em 100 empresas por todos os estágios da jornada de desenvolvimento.

Com uma tese multiestratégia, terão preferência os setores de: Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC); Nanotecnologia; Varejo e Comércio Eletrônico; Economia Criativa, Serviços Financeiros; Economia Digital; Educação; Saúde e Ciências da Vida; Energias Renováveis; Químico e Materiais; Meio Ambiente; Agronegócio; Metalmecânico; Transporte; Logística; Rochas Ornamentais; Economia do Turismo e Lazer; Madeira e Móveis; e Confecção Têxtil e Calcados.

Aceleração de Startups

Com vasta experiência na gestão de venture capital, a TM3 Capital será responsável pela análise, valoração, negociação, investimento, aceleração e desinvestimento das empresas selecionadas pelo Fip Funses 01.

A empresa trabalhará no Espírito Santo em conjunto com a ACE, que atuará como aceleradora de startups no mercado capixaba. O objetivo é auxiliar as empresas e tornar os modelos de negócios consolidados e aptos a receber aportes do FIP.

Independência do Petróleo

A assinatura do contrato com a TM3 Capital aconteceu no Palácio Anchieta, em Vitória. “Temos um Estado com boa gestão fiscal e bom ambiente de negócios para os investidores que querem se alocar no Espírito Santo. Nossa economia cresceu mais do que a nacional no ano passado. Podemos lembrar de diversos exemplos de locais com riqueza abundante de petróleo que se desorganizam. Então pensei no que poderíamos fazer para garantir o futuro sem depender do petróleo: separando uma parte de sua receita corrente líquida. Poderíamos utilizar esses recursos agora em obras e programas, mas temos uma visão clara de que precisamos pensar no futuro das próximas gerações”, afirmou o governador do Estado, Renato Casagrande.

Casagrande prosseguiu: “Pensar no futuro hoje para que o Estado não fique dependente do petróleo, que é algo volátil. O Fundo Soberano é uma amostra de gestão pensando no futuro. Quem irá gerir essa poupança que estamos fazendo agora serão os governantes do futuro. Nenhum outro Estado tem um Fundo Soberano. O Espírito Santo é pequeno de tamanho, mas a cada dia se consolida como referência em diversas áreas”.

Poupança Estadual

O diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo, Munir Abud de Oliveira, destacou que o Bandes coordenou a chamada pública para a escolha da gestora para estruturar o FIP Funses 01.

“A iniciativa é um cuidado com o futuro dos capixabas. O Governo aloca recursos provenientes de uma riqueza finita, como o petróleo ou o gás natural, para fazer uma poupança estadual que recebe parte do dinheiro de sua exploração e, assim, investir em diversificação, inovação e sustentabilidade da economia do Estado. Estamos falando de uma iniciativa inédita, que permite a atração de novas empresas para o Espírito Santo, o ganho de competitividade do parque industrial, o desenvolvimento de empresas de base tecnológica e a diversificação e o fortalecimento da nossa economia, além da consolidação de cadeias produtivas de diferentes segmentos econômicos”, destacou Munir Abud.

Concepção do Fundo Soberano

O secretário de Estado de Inovação e Desenvolvimento, Tyago Hoffmann, frisou que o Fundo Soberano foi criado em 2014, ainda na primeira gestão do governador Renato Casagrande, mas que logo depois sofreu uma pausa, sendo retomado em 2019.

FIP: Estado lança fundo de R$ 250 milhões com recursos do petróleo
Munir Abud disse que o FIP investirá na diversificação, inovação e sustentabilidade da economia capixaba. Foto: Secom/Governo do Estado

“Tive a oportunidade de participar da concepção do Funses quando fui secretário de Governo e desde 2021 faço parte do seu Conselho Gestor. Antes de apresentar ao governador um novo caminho de investimento que fosse capaz de ser uma reserva para o futuro dos capixabas, foi necessário me debruçar em pesquisas e estudos para chegarmos até aqui. Avançamos muito e hoje vejo a importância deste trabalho. O uso de recursos oriundos da exploração de petróleo é um marco para os capixabas”, pontuou Hoffmann.

O secretário completou dizendo que, em 2021, a decisão do governador Renato Casagrande de dar mais um passo em direção à inovação, criando o Fundo de Investimento em Participações (FIP), vinculado a esse Fundo original, se consolida como um divisor de águas para o desenvolvimento do Estado. O Espírito Santo está em destaque no mercado devido aos excelentes indicadores econômicos e saiu na frente dos demais estados ao ter um fundo soberano, uma reserva para o futuro”, afirmou.

Potencialização do Ecossistema Capixaba

O fundador e CEO da TM3 Capital, Marcel Malczewski, enfatizou que a atuação do novo mecanismo de ventures capital disponível para empresários capixabas e interessados em investir no Estado tem potencial de movimentar a economia capixaba.

“O Fip Funses 01 vai atuar não só no investimento de empresas com base tecnológica, mas também na aceleração de várias empresas em estágio inicial. Ou seja, o fundo vai olhar empresas desde a fase de ideia até etapas mais maduras, com produtos, validades e clientes. O papel da TM3 Capital será, principalmente, de potencializar e fomentar o ecossistema do Espírito Santo, sendo uma ferramenta importante, juntamente com outras iniciativas para transformar a imagem do Estado no que se refere aos investimentos em tecnologia”, salientou Malczewski.

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