19 C
Vitória
sexta-feira, 7 agosto, 2020

Estados e mercados na esteira dos anos vinte

Leia Também

Copom reduz Selic de 2,25% para 2% ao ano, no menor patamar da história

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira, 5, por unanimidade, reduzir a Selic, a taxa básica juros,...

Aneel aprova reajuste médio de 8,02% nas tarifas da EDP Espírito Santo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira, 6, um reajuste médio de 8,02% nas tarifas da EDP Espírito Santo (Escelsa).  Para...

Procon da dicas para compras no dia dos Pais

O Dia dos Pais será celebrado neste domingo (9) e o Procon Vila Velha dá uma série de dicas importantes para os consumidores, relativa...

O Brasil ainda não dimensionou a extensão das mudanças necessárias às estruturas produtivas e relações de mercados. Tem muita retórica e pouca ação

Curiosamente, as duas primeiras décadas dos anos 2000 vêm seguindo rotina da geopolítica mundial similar à de suas equivalentes de 1820 e 1920. Disputa de Estados por poder de mercado através de discurso nacionalista e políticas comerciais protecionistas.

Lá, o núcleo do embate era a dificuldade dos Estados para lidarem com a maior interrelação entre os mercados. E isso os levou à estratégia beggar thy neighbor policies. Como resultado, no frigir dos ovos, a I Guerra e a Grande Depressão.

Na sequência, também entre guerra, veio a disputa por hegemonia de poder entre dois sistemas econômicos: capitalismo e socialismo. assim, ditando a economia política das relações internacionais da segunda metade do século XX.

Estados e mercados

Agora, o embate é intra sistema econômico. O explícito entre EUA e China; os implícitos, entre China-Russia e EUA-União Europeia. E correndo na raia de fora, EUA e Oriente Médio.

Dentro de uma perspectiva histórica, todos nada mais são do que mobilização de antigos Impérios para resgatar hegemonia pregressa.

Mas, independentemente dos antecedentes dos embates, e de que agora são intra sistema, a ameaça que trazem é equivalente à do passado. Há guerras, extermínios, segregação racial, e instabilidade econômica. A repetição dos erros do passado é um obstáculo para o presente da 4ª Revolução Industrial (4RI).

Se estamos sob a égide de um novo paradigma, é natural que os esforços se direcionem para se adaptar a ele. Mas é também necessário dimensionar a extensão das mudanças que virão – de capital físico, humano e das instituições.

O que preocupa é que, na prática, o processo ainda é errático e muito arraigado aos padrões equivocados do início do século XX.

Novos parâmetros

Se mudou o contexto, é preciso mudar os parâmetros. Mas, não é o que se sucede.

Com isso, desencadeiam disputas que subestimam a perspectiva global que mudanças dessa natureza exigem. O padrão de produção e comercialização que a 4RI instituiu está em outra dinâmica – que os Estados também precisam se adequar.

Na era da informação, a proteção de um mercado estará mais em sua capacidade de inserir-se na cadeia produtiva mundial do que proteger empregos domésticos. Os mercados que liderarão a economia do século XXI não serão os protegidos. E sim, os integrados na rede mundial.

Infelizmente, pelos fatos e retóricas testemunhados, muitos Estados ainda não dimensionaram a extensão das mudanças que deverão passar. Nem em suas estruturas produtivas, nem em suas relações de mercados.

O Brasil é um deles. Tem muita retórica e pouca ação. Sequer esboçou a política de Estado para enfrentar o novo paradigma. Igualmente para corrigir as distorções técnicas, sociais, e econômicas domésticas, que dificultam chegar a ele.

Ainda não entendeu que, nesta era, o poder político na esfera mundial ficará nas mãos daqueles que acharem o caminho das pedras para interagir com o padrão tecnológico instituído.

O nome deste caminho é Conhecimento. Que se adquire com um sistema de ensino eficiente. Que o Brasil não tem. E a permanecer nessa direção, está fadado a manter-se na rabeira da economia mundial como o eterno País do futuro.


Arilda Teixeira é doutora em Economia e professora da Fucape

Continua após a publicidade

ES Brasil Digital

Continua após publicidade

Fique por dentro

Balança comercial tem superávit de US$ 8,060 bilhões em julho

O resultado de julho foi mais do que o dobro registrado no mesmo mês do ano passado, quando foi positivo em US$ 2,391 bilhões

Educação é a maior despesa dos municípios capixabas

Levantamento da 26ª edição do anuário Finanças dos Municípios Capixabas, da Aequus Consultoria, publicado em julho de 2020, traz um apanhado detalhado da gestão...

Iluminação de Vila Velha: confira resultado do leilão

O parque de iluminação pública de Vila Velha (ES) será ampliado e modernizado pelo Consórcio SRE – IP Vila Velha, pelos próximos 20 anos.

Dia dos Pais: 47,8% das pessoas comprarão presentes on-line

De acordo com uma pesquisa, 57,6% das pessoas entrevistadas pretendem celebrar o Dia dos Pais; 21,5% ainda estão na dúvida sobre comemorar ou não.

Vida Capixaba

Novas pinturas do Homero Massena são descobertas

Uma equipe que trabalha na reforma e conservação do Museu Homero Massena, teve uma supresa! Por trás de várias camadas de tinta de uma...

Procon da dicas para compras no dia dos Pais

O Dia dos Pais será celebrado neste domingo (9) e o Procon Vila Velha dá uma série de dicas importantes para os consumidores, relativa...

Programação cheia no Drive-In de Jardim Camburi

Show de rock e apresentação de circo são algumas das atrações que prometem animar a programação neste fim de semana no Drive-In Por Leticia Vieira  Promessa...

Formemus 2020: programação 100% on-line

Conferência que promove debates sobre o segmento musical no Espírito Santo, no Brasil e no mundo, está confirmada para acontecer entre os dias 7...
Continua após publicidade