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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

Esporte brasileiro reage com apoio e alívio o adiamento dos Jogos

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Atletas, técnicos e confederações comemoram mudança para 2021

Atletas e técnicos brasileiros receberam com apoio e alívio o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio (Japão) para 2021, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A decisão foi tomada nessa terça (24) pelos Comitês Olímpico Internacional (COI) e Organizador dos eventos, após videoconferência entre o presidente do COI, Thomas Bach, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Veja o que disseram alguns atletas e técnicos sobre o adiamento:

Hugo Hoyama, técnico da seleção feminina de tênis de mesa

Foto: Abelardo Mendes Jr.

“Primeiro, temos de pensar na saúde de todos. Não só atletas, mas dirigentes e torcedores que irão a Tóquio assistir. Então, acho que foi uma decisão sensata. Lógico que não foi fácil, mas era, realmente, a decisão a ser tomada. Agora é esperar passar a fase da pandemia, para que todos voltem a ter suas vidas normais e os atletas tornem a se preparar”.

Bruna Takahashi, mesatenista top-50 do mundo

Foto: Abelardo Mendes Jr

“Acho que foi uma boa decisão dos comitês, porque muitas modalidades ainda não conseguiram disputar seus pré-olímpicos ou os atletas não conseguiram sair de seus países. Então, foi uma boa decisão para todos terem suas chances. E lógico, para cuidarmos da saúde. Ano que vem, estaremos mais fortes”.

Arthur Zanetti, campeão olímpico da ginástica em 2012

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Temos pontos positivos e negativos. O negativo é que estávamos preparados para competir em julho, tanto física como psicologicamente, e, a partir do momento que tivemos que ficar em casa, isso atrapalhou os treinos e afetou não só a mim, mas atletas do mundo todo. Os positivos: alguns atletas, que ainda não estavam classificados, terão um tempo a mais (para buscar a vaga), pois suas competições tinham sido canceladas. E, também, poderemos voltar aos treinos e à forma física ideal para competir nos Jogos”.

Flávia Saraiva, ginasta da seleção e medalhista pan-americana

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Agora nós, atletas, podemos respirar aliviados, porque teremos tempo para treinarmos e nos cuidarmos. Queria pedir, também, pra vocês continuarem se cuidando. Não saiam de casa, lavem bem as mãos, passem álcool gel. Cuidem de você e do próximo. E continuem fazendo exercícios em casa”.

Sarah Menezes, judoca campeã olímpica em 2012

Foto: Divulgação COB

“Pra mim, (o adiamento) foi de extrema importância, porque vou ter ainda mais tempo pra ganhar força, ganhar massa após a minha lesão (ruptura total dos ligamentos do músculo peitoral esquerdo, em julho do ano passado) e me preparar melhor. Agora, é esperar a volta do calendário e que as coisas voltem a funcionar diante da pandemia. E continuar focada”.

Pepê Gonçalves, campeão pan-americano da canoagem slalom

Foto: Pedro Ramos

“O momento, agora, é de salvar o planeta, salvar nossos irmãos. De nos preocuparmos com nossos entes queridos, olharmos pelos profissionais de saúde, que têm colocado suas vidas em risco. Esses, sim, são heróis, que merecem uma medalha olímpica no pescoço. Querendo ou não, temos mais um ano e pouco, ainda não sabemos direito, para treinar e se dedicar, chegando ainda melhor e mais bem preparado (em Tóquio)”.

Verônica Hipólito, velocista e medalhista paralímpica

Foto: Reuters/Sergio Moraes

“Era uma resposta aguardada ansiosamente. A primeira grande pergunta foi respondida. Como serão os qualificatórios? Como ficarão as classificações (que, no paralímpico, são as revalidações para os atletas continuarem competindo)? O que acontecerá com as competições canceladas nesse primeiro semestre? São muitas perguntas, mas a primeira delas foi respondida, que era o adiamento. Não tinha como procederem com os Jogos. Os atletas não tinham como continuar a preparação colocando em risco a saúde, nossa e a pública, e a qualidade dos Jogos. Acredito que foi a melhor decisão”.

Bia Bulcão, medalhista pan-americana da esgrima

Foto: Washington Alves/COB

“Claro que, para um atleta que se prepara quatro anos para uma competição tão grande como essa, não é fácil. Mas, devido às circunstâncias, foi a melhor decisão. É o momento de focar, de não sair de casa, de seguir as orientações dos especialistas para que tudo normalize o mais rápido possível. Sigo treinando em casa, tenho competições que valem vaga para Tóquio, então, vamos para mais um ano de trabalho”.

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