Por Thamiris Guidoni
A falta de profissionais qualificados em tecnologia tem levado empresas brasileiras a buscar alternativas para manter operações e acompanhar a demanda por inovação. Dados da Brasscom indicam que o déficit de talentos em TI no país pode chegar a 530 mil profissionais, enquanto apenas cerca de 53 mil pessoas com perfil tecnológico se formam por ano, número muito abaixo do necessário para suprir o mercado.
Esse descompasso tem dificultado a contratação tradicional e impulsionado o uso de soluções tecnológicas. Automação, robôs e Inteligência Artificial vêm sendo adotados em diferentes setores como formas de garantir produtividade e continuidade dos serviços, especialmente em áreas críticas para o crescimento dos negócios.

Paralelamente, o mercado de terceirização de TI ganha força como estratégia complementar. A expectativa é de que o outsourcing de tecnologia cresça cerca de 6,7% em 2025, refletindo a busca das empresas por agilidade, especialização e redução de riscos em um cenário de escassez de mão de obra.
“Além da automação para atendimento, a transformação digital também aparece em processos internos: automação de tarefas repetitivas, integração de sistemas, uso de nuvem e implantação de soluções de IA aumentam a eficiência operacional e aliviam a pressão sobre equipes enxutas”, afirma Eduardo Glazar, CSO da Globalsys.
Diante desse contexto, modelos híbridos se consolidam como alternativa viável, combinando automação, IA e terceirização inteligente. Para empresas que precisam entregar resultados no curto prazo, a alocação de squads e profissionais especializados sob demanda surge como caminho para manter o foco no core business, enquanto parceiros tecnológicos assumem a gestão da inovação e da operação digital.


