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Juros pressiona recuperação da indústria do ES em 2026

Indústria da transformação segue pressionada em 2026, com maior impacto nas contratações devido à demanda por mão de obra qualificada

Por Amanda Amaral 

A previsão de queda na produção industrial capixaba no 1º semestre de 2026, tendo a taxa de juros de 15% a.a.. como fator preocupante, deve frear as contrações no período. A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) prevê desaceleração da economia no ano que vem, com a atividade econômica crescendo 1,9%, frente aos 3,9% previstos para 2025, conforme dados do Atividade Econômica (IAE) do 3º trimestre de 2025.

A economista-chefe da Findes e gerente-executiva do Observatório da Indústria, Marília Silva, explica que a indústria da transformação – que já segue pressionada, deve ser mais impactada com relação às contratações, principalmente, por demandar mão de obra mais qualificada. Por isso, atenção para uma atividade em específico do setor. “O setor da construção civil, que já tem apresentado esse pequeno recuo ao longo de 2025, vai seguindo com um desafio em torno da taxa de juros que, ainda que caia ano que vem, deve ficar na casa dos 12% ao ano”, pontua.

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Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que 33,2% das indústrias prevê baixa ou, em menor número, queda acentuada da produção nos próximos seis meses. Mostrou ainda que 74% das empresas – ou seja, três a cada quatro – não pretendem realizar contratações no 1º semestre de 2026. A pesquisa ouviu 319 empresas paulistas de todos os portes da indústria de transformação, entre os dias 1 e 10 de dezembro.

A Findes, junto com a CNI, criticou a decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), de manter a Taxa Selic em 15% a.a.. em sua última reunião. Contudo, Marília Silva destaca que o Espírito Santo, apresenta uma dinâmica diferente da média nacional devido à alta abertura comercial, o que torna a economia capixaba sensível ao desempenho internacional de países como Estados Unidos – principal parceiro comercial do estado, e a China – 2º maior potência econômica do mundo, segundo levantamento do jornal Suno em outubro.

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“Para o 1º semestre do próximo ano, a previsão é de crescimento moderado, sem avanços abruptos. O setor extrativo segue como principal diferencial positivo, com boas perspectivas, sustentado pela manutenção dos níveis de produção da Samarco e da Vale e pela expansão com a FPSO Maria Quitéria e, no 2º semestre, pela entrada do campo de Wahoo [Bacia de Campos, com operações no ES], que deve contribuir de forma relevante para a indústria”, comentou a economista.

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