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Ed Martins e os desafios econômicos do setor de rochas

Frete marítimo, cabotagem e a diversificação do mercado são alguns dos desafios do setor de rochas citados por Ed Martins

Por Amanda Amaral

O Brasil é o 5º maior exportador de rochas ornamentais do mundo, e a supremacia das exportações no País hoje é do Espírito Santo. A significativa contribuição do setor na balança comercial brasileira, impulsionou a criação do Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais do Espírito Santo (Sindirochas) há 50 anos. Outro marco, é a realização de uma das maiores feiras de pedras naturais das Américas, a Vitória Stone Fair, que em fevereiro chega a sua 20º edição.

O presidente do Sindirochas, Ed Martins, conversou com exclusividade com o Portal ES Brasil sobre os avanços da entidade nessa meia década de existência, e dos desafios econômicos que o setor enfrenta.

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Exportações do setor

Como consequência da pandemia da Covid-19, houve dificuldade com containers e navios, segundo ele, o que complicou o crescimento das exportações em 2022. No ano anterior, foram exportados US$ 1,14 bilhões em rochas ornamentais, um recorde para o Espírito Santo. Já em 2022, foram US$ 1,05 bilhão

“Devido a privatização da Codesa – Companhia Docas do Espírito Santo, e intervenções na infraestrutura, houve uma melhora significativa com relação a esse problema. Mas ainda temos a questão da cabotagem. Ainda é complicado levar containers para Vitória e o Rio de Janeiro, o que elava os custos para os clientes, sem contar a questão do tempo”, explicou.

Ed Martins destacou ainda o preço dos fretes marítimos como dificultador. “Ele vem caindo, não na velocidade que gostaríamos, mas vem reduzindo bastante. Na pré-pandemia, tínhamos um frete de US$ 2,5 mil, e na pandemia chegamos a US$ 14 mil”, conta.

Outro desafio é a diversificação do mercado, já que a maior parte do que é exportado vai para os Estados Unidos, que atualmente, tem elevado as taxas de juros para conter o consumo e frear a inflação. “Estamos buscando novos mercados através de projetos, com designers, arquitetos e especificadores, para gerar novas demandas e apresentar o produto brasileiro no mercado externo, onde ele não é tão trabalhando, uma forma de não ficarmos dependentes somente do mercado americano”, afirmou Ed Martins.

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Sindirochas 

Sobre os 50 anos do Sindicato, o presidente da entidade destacou ações importantes tais como: melhorias nas condições de segurança no transporte de blocos e chapas; a criação de uma regulamentação técnica para a movimentação e o armazenamento dentro de empresas; e fomento à responsabilidade socioambiental no setor.

setor de rochas
Ed Martins, presidente do Sindirochas, comenta sobre as conquistas da entidade. Foto: Divulgação

“Cem por cento das empresas hoje têm circuito fechado com reaproveitamento de 90% da água, se vão 5%, mas apenas por conta da evaporizarão”, disse. Ed Martins também destacou a criação da Associação de Atividades Sociais do Setor de Rochas Ornamentais do Espírito Santo (Rochativa), que realiza projetos sociais desde 2007 e surgiu para complementar o Arranjo Produtivo Local (APL) no sul do Espírito Santo.

Para o presidente do Sindirochas, a Vitória Stone Fair – que agora será realizada em São Paulo – é uma das responsáveis pelo destaque que o setor de rochas ornamentais tem hoje no Brasil. “O grande motivo do sucesso é a modernização e a procura por estar sempre se atualizando com relação às férias mundiais, e também essa resiliência apesar de todas as dificuldades que já tivemos como greve de caminhoneiros, da Política Militar e a pandemia. O setor antes da feira era mais acanhando, tinha menor abrangência a nível internacional, mas tudo isso possibilitou uma evolução muito grande para o setor”, comentou.

*Matéria publicada originalmente em 2 de fevereiro de 2023

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