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quinta-feira, 11 agosto, 2022

Dia da Cerveja: 30 novas fábricas artesanais no ES em um ano

O “boom” de crescimento das cervejas artesanais começou em 2016. Foto: Internet

Em 2021, 30 novas fábricas surgiram no ES, onde o segmento investe em inovação, geração de empregos e novos mercados

Por Amanda Amaral

Nesta sexta-feira (05), comemora-se o Dia da Cerveja e o mercado da bebida artesanal não para de crescer. Somente no Estado, ao longo de 2021, foram abertas 30 novas cervejarias. Além disso, além de ser um reduto de produção no Espírito Santo, o segmento se destaca também com inovação tecnológica.

O “boom” das cervejas artesanais começou em 2016. Desde então, o número de cervejarias abertas representa 75% de todas as fábricas de produção no segmento. Os dados são do 2º Censo Cervejarias Independentes Brasileiras, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Mercado nacional

Até o primeiro semestre de 2022, foram investidos em torno de R$ 700 mil pela marca Reserva do Gerente, em Guarapari. A capacidade produtiva é de 80 mil litros de chope/cerveja por mês. A produção de cachaça, neste ano, é de 40 mil litros e o gim, por enquanto, são de dois mil litros por mês.

Além disso, segundo seu fundador, Ademar Belizário, o investimento com recursos próprios (R$ 8,5 milhões) permitiu desenvolver uma estrutura para ir além. “Tornar o momento da degustação da bebida uma experiência. Também abastecemos mercados fora do Estado, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os mineiros, no Mercado Central localizado em Belo Horizonte, somos o rótulo/ cachaça mais vendida, isso no estado da cachaça”, explicou.

Startup de autosserviço

O momento de degustar a bebida deve ser uma experiência, segundo o empresário Ademar Belizário. Foto: Amanda Amaral

Com investimento atual de R$ 40 milhões, um novidade no segmento é uma startup, a MeuChope.com.. A empresa oferece máquinas de autosserviço em parceria com várias cervejas capixabas e sistema de pagamento autônomo via pix ou aplicativo.

O foco do negócio é promover as microcervejarias e democratizar o consumo do chope no Espírito Santo. De acordo com um dos sócios, Augusto Sato também são atendidos pontos comerciais, condomínios residenciais e empresas. “Já estamos no Base 27, Space 22, Posto Iate, centro esportivo Vitória, Rede Gazeta, coworking Na Capital e na faculdade Fucape”, conta Sato.

Entre as operações futuras estão o Shopping Moxuara, Mestre Álvaro e Espetinho Mimi. Entre as intenções da MeuChope está a de criar capilaridade para quem não tem essa opção. “O consumidor depende de grandes marcas para distribuição e queremos ser o caminho de distribuição de um produto de qualidade por um menor valor”, finaliza Medeiros.

Geração de empregos

Já a Convento Cervejaria, na Serra, aumentou a sua capacidade produtiva em 120%, faturamento de 45%. Com isso ampliou o mix inovando em produtos, além de triplicar o digital.

”Com ampliações na planta industrial, duplicando equipamentos vitais ao funcionamento constante, aumentamos o quadro de funcionários com produção constante e etc.” explicou um dos sócios da cervejaria, Léo Leal.

Ele complementou: “A produção mensal gira em torno de até 30 mil litros/mês em uma sala de brasagem de 350 litros à vapor, 20 fermentadores de tamanhos entre 350 litros e dois mil litros espalhados para os estabelecimentos plugados com seus serviços”.

Nanocervejaria

A cervejaria Gun Beer foi fundada em 2018, em Ilha de Santa Maria, Vitória. Foto: Cícero Marchezi/Gun Beer

O empreendedor Cícero Marchezi também foi conquistado por este novo mercado. Em 2018, ele elevou o patamar, saiu de consumidor a produtor da iguaria e abriu a própria cervejaria, Gun Beer, na Ilha de Santa Maria, em Vitória. Mas não basta apenas ter interesse no negócio, é preciso estudo, dedicação e paciência. Afinal, cada produção demora em média um mês para ficar pronta.

“A cerveja artesanal é uma folha em branco que te permite criar suas artes das mais diferentes maneiras e utilizando as mais diversas matérias primas. O nosso processo criativo começa sempre com estudo de campo, observando e provando as tendências do mercado, principalmente nas cervejas da Escola Americana, que são a maioria de nossos produtos. A partir daí, com a escolha do estilo a ser fabricado, projetamos a receita. Ela sai da panela ao copo, na maioria das vezes, com 30 dias de processo, tirando alguns estilos que dependem de mais tempo de maturação e guarda”, explica Cícero.

A fábrica que, ainda não produz em grande escala, por isso é chamada de nanocervejaria, também conta com outro ingrediente: “nosso amor pelo que fazemos e pelos nossos produtos, só isso já torna a nossa cerveja especial”, brinca o cervejeiro.

A expectativa do empreendedor é de crescimento para os próximos anos. “Estamos planejando e projetando a ampliação da fábrica e com certeza iremos buscar ajuda do Sebrae/ES nesse novo passo”, finaliza Marchezi.

Com informações do Sebrae/ES. 

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