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Deputada quer impedir condenados por atos antidemocráticos de participar de licitações públicas

Projeto em análise no Legislativo prevê punição para pessoas flagradas em atos antidemocráticos 

Por Robson Maia

A deputada estadual Iriny Lopes (PT) é autora de um Projeto de Lei (PL) que determina a punição de pessoas físicas ou jurídicas flagradas praticando ou incitando atos antidemocráticos. De acordo com a medida, os condenados por tais crimes serão considerados inidôneos para participarem de licitações públicas e serem contratados pela administração pública. 

O texto especifica que as pessoas físicas ou jurídicas que praticaram ou estimularam atos contra o regime democrático e suas instituições, quando figurarem como licitantes ou contratadas pelo Estado, estarão sujeitas à responsabilização administrativa, mediante a aplicação da penalidade de “declaração de inidoneidade para licitar ou contratar”.

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Iriny Lopes justifica a medida, alegando que o PL visa impedir que agentes envolvidos na prática de crimes contra o Estado Democrático de Direito possam contratar por meio de licitação com o Estado.

Deputada quer impedir condenados por atos antidemocráticos de participar de licitações públicas
Iriny Lopes é a autora da proposta – Foto: Tati Beling

São considerados atos antidemocráticos as manifestações (orais, publicadas em redes sociais, proclamadas em protestos e outras) que se opõem ao regime democrático de direito, às suas instituições e a todo e qualquer princípio assegurado pela Constituição.

“A contratação administrativa de pessoas, físicas ou jurídicas, que praticaram ou instigaram atos atentatórios ao Estado Democrático de Direito pode ser vista como incompatível com o princípio da ‘moralidade’ estabelecido no art. 37, caput, da Constituição Federal, bem como com os princípios do ‘interesse público’, da ‘segurança jurídica’ e do ‘desenvolvimento sustentável’, previstos no art. 5º da Lei nº 14.133/21, a nova lei de Licitações e Contratos Administrativos”, argumenta Iriny Lopes na justificativa da proposição.

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O projeto será analisado pelas comissões de Justiça e de Finanças, antes de ir para a votação em plenário.

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