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Novo coronavírus: automedicação pode ser um perigo

Pandemias como a do novo coronavírus podem gerar uma verdadeira corrida às farmácias para encontrar medicamentos que tratem a Covid-19. Não caia nessa!

Diversos medicamentos estão sendo anunciados por cientistas e pesquisadores como possíveis antígenos contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), mas não é bem assim. Ainda não se sabe muito bem qual medicamento pode ser eficaz contra a Covid-19. De acordo com estudos, se automedicar é grave e pode trazer sérios riscos à saúde.

“Ninguém deve sair tomando remédios de forma aleatória e sem prescrição. Não é necessária nem indicada essa corrida às farmácias. Nem faz sentido se encher de antigripais ou vitaminas sem orientação”, alerta infectologista da Unimed Vitória, Rubia Miossi.

Nos últimos dias, um remédio que é usado contra a malária e outras doenças como lúpus foi testado com sucesso no tratamento do coronavírus, mas em um grupo pequeno, de 20 pacientes graves, nenhum com sintomas leves. Isso fez com que a procura pela medicação aumentasse, chegando a faltar para quem realmente precisa.

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“A hidroxicloroquina sumiu das prateleiras quando anunciaram que estava em testes. Mas ainda não há estudo conclusivo sobre seu uso no tratamento da Covid-19. Foi testada em poucos pacientes e apenas com quadros graves. Usar por conta própria é muito perigoso e quem precisa do remédio acaba ficando sem”, afirma a infectologista.

hidroxicloroquina
A hidroxicloroquina foi utilizada para tratar poucos casos graves do coronavírus e não deve ser administrada sem acompanhamento médico. – Foto: Reprodução
Riscos

É importante destacar que há alguns riscos em seu uso indevido. “Existem algumas reações adversas possíveis com a hidroxicloroquina, como lesão forte na retina, problemas hepáticos, anemia e problemas cardiovasculares graves”, ressalta Rúbia Miossi.

A médica ainda lembra que a automedicação pode intensificar a gravidade de enfermidades existentes ou mascarar sintomas de outras. “Em relação ao coronavírus, se a pessoa apresentar sintomas e se enquadrar nos critérios de caso suspeito estabelecidos pelo Ministério da Saúde, deve procurar o pronto-socorro mais próximo de sua casa. A avaliação de risco e das complicações decorrentes, assim como das medicações a serem utilizadas, deverá ser feita pelo médico”, conclui.

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