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terça-feira, 16 abril, 2024

Novo coronavírus: automedicação pode ser um perigo

Pandemias como a do novo coronavírus podem gerar uma verdadeira corrida às farmácias para encontrar medicamentos que tratem a Covid-19. Não caia nessa!

Diversos medicamentos estão sendo anunciados por cientistas e pesquisadores como possíveis antígenos contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), mas não é bem assim. Ainda não se sabe muito bem qual medicamento pode ser eficaz contra a Covid-19. De acordo com estudos, se automedicar é grave e pode trazer sérios riscos à saúde.

“Ninguém deve sair tomando remédios de forma aleatória e sem prescrição. Não é necessária nem indicada essa corrida às farmácias. Nem faz sentido se encher de antigripais ou vitaminas sem orientação”, alerta infectologista da Unimed Vitória, Rubia Miossi.

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Nos últimos dias, um remédio que é usado contra a malária e outras doenças como lúpus foi testado com sucesso no tratamento do coronavírus, mas em um grupo pequeno, de 20 pacientes graves, nenhum com sintomas leves. Isso fez com que a procura pela medicação aumentasse, chegando a faltar para quem realmente precisa.

“A hidroxicloroquina sumiu das prateleiras quando anunciaram que estava em testes. Mas ainda não há estudo conclusivo sobre seu uso no tratamento da Covid-19. Foi testada em poucos pacientes e apenas com quadros graves. Usar por conta própria é muito perigoso e quem precisa do remédio acaba ficando sem”, afirma a infectologista.

hidroxicloroquina
A hidroxicloroquina foi utilizada para tratar poucos casos graves do coronavírus e não deve ser administrada sem acompanhamento médico. – Foto: Reprodução
Riscos

É importante destacar que há alguns riscos em seu uso indevido. “Existem algumas reações adversas possíveis com a hidroxicloroquina, como lesão forte na retina, problemas hepáticos, anemia e problemas cardiovasculares graves”, ressalta Rúbia Miossi.

A médica ainda lembra que a automedicação pode intensificar a gravidade de enfermidades existentes ou mascarar sintomas de outras. “Em relação ao coronavírus, se a pessoa apresentar sintomas e se enquadrar nos critérios de caso suspeito estabelecidos pelo Ministério da Saúde, deve procurar o pronto-socorro mais próximo de sua casa. A avaliação de risco e das complicações decorrentes, assim como das medicações a serem utilizadas, deverá ser feita pelo médico”, conclui.

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