Estudo mostra crescimento expressivo das cooperativas de crédito, com bilhões movimentados e mais cooperados no estado
Por Amanda Amaral
O cenário financeiro no Espírito Santo vive um momento de transformação liderado pelo cooperativismo. Enquanto os bancos tradicionais estão fechando as agências físicas, as cooperativas de crédito apresentam crescimento em número de unidades e cooperados.
Com 25 cooperativas, o ramo crédito é o segundo maior do cooperativismo no Espírito Santo, ficando atrás do transporte (28), segundo informações do Anuário do Cooperativismo Capixaba referente a 2024.
Para Letícia Moraes, analista contábil tributária do Sistema OCB no Espírito Santo (OCB/ES), que também e uma das técnicas responsáveis pelo ramo no estado, esse crescimento é sustentado por três diferenciais competitivos.
Um deles é o crescimento do ramo crédito, que saltou de R$ 1,7 bilhão em 2022 para a movimentação econômica de R$ 6,5 bilhões ao final de 2024. Entre 2023 e 2024, o crescimento foi de 23,3%, segundo o Anuário do Cooperativismo Capixaba. O levantamento também mostra que, ao final de 2024, o ramo contabilizou um total de 868.313 cooperados. Com isso, fechou o triênio 2022-2024 com um crescimento
de 29,4% nesse indicador.
“O Sicoob, maior cooperativa do estado, atingiu a marca emblemática de 1 milhão de cooperados em 2025, refletindo a alta adesão da população capixaba ao cooperativismo”, segundo a analista contábil.
Outro motivo é o modelo de negócio participativo. “Nós oferecemos taxas mais competitivas e temos a participação nos resultados. Eu acho que essa diferença de o cooperado também ser dono do negócio faz com que seja mais competitivo”, explicou Letícia.
As cooperativas de crédito também têm como diferencial, segundo Letícia, o atendimento humanizado. “No interior do estado e entre o público mais conservador, a presença física e o ‘olho no olho’ têm sido fundamentais”, comentou.

