Seccional capixaba da OAB apontou déficit de quase R$ 5 milhões em contas quando somado números da CAAES
Por Robson Maia
O Conselho da Seccional Capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) reprovou as contas referentes ao exercício de 2024, quando o órgão era comandado pelo advogado José Carlos Rizk Filho. Segundo a diretoria, o motivo foi por suposto descumprimento de regras orçamentárias estabelecidas pelo Conselho Federal.
O parecer da Comissão de Orçamento e Contas teria apontado um déficit superior a R$ 4 milhões no orçamento da Seccional. Os conselheiros também rejeitaram a prestação de contas da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAES), que teria apresentado um déficit acima de R$ 1 milhão. No ano passado, a Caaes era presidida pelo advogado Ben-Hur Farina.
Rizk e Ben-Hur eram aliados, mas romperam logo no início da última gestão (2022-2024). Os chegaram a concorrer à presidência da OAB-ES na disputa do último ano, sendo derrotados por Érica Neves.
A reprovação das contas foi unânime por parte dos conselheiros, que também deliberaram para enviar o relatório das contas da OAB-ES para o Ministério Público Federal (MPF), para que sejam analisadas “eventuais responsabilidades civis ou criminais”.
Segundo a OAB-ES, os pareceres também serão enviados ao Conselho Federal da OAB na próxima semana, “para ciência e adoção das medidas cabíveis, incluindo a possível responsabilização administrativa, política, ética e patrimonial dos antigos gestores, inclusive a inelegibilidade”.

