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quinta-feira, 29 outubro, 2020

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Foto: Agência Brasil

Aos olhos de milhares de brasileiros a imagem do Congresso não é muito boa

Por Antonio Marcus Machado

O atual ambiente em que se formulam políticas públicas e decisões econômicas e sociais em nosso país, tem uma forte participação do Congresso Nacional. Em minha opinião e percepção democrática essa é uma ótima notícia! Aliás, assim disse em entrevista no estúdio do Bom Dia ES, da TV Gazeta, respondendo uma pergunta do Mario Bonella sobre o novo governo, poucos dias depois da posse do atual presidente. Talvez tenha parecido estranho esse meu comentário, visto que estamos habituados aos tradicionais pacotes governamentais, hermeticamente fechados na tecnocracia palaciana e que, talvez até por esse motivo, pouco contribuíram para nosso desenvolvimento econômico. Faltou-lhes o debate acalorado, o contraditório e sua consequente melhoria contínua.

Aos olhos de milhares de brasileiros a imagem do Congresso não é muito boa, contaminada por percepções de fisiologismos, corrupção e o quase que instituído “toma lá dá cá político”. Realmente, muitas são as situações e as constatações dessa imagem, mas há um lado qualificado no Congresso que não pode ser preterido. E, em minha opinião, é ele que justifica esse debate e essa relação democrática. Inicialmente o governo Bolsonaro, especialmente com o Ministro Paulo Guedes, achou que esse lado congressista prevaleceria na consolidação de uma nova imagem, principalmente por existirem propostas liberais, ansiosamente aguardadas há décadas, e corajosamente encaminhadas pelo Governo Federal.

O que se observa hoje é que o tempo político, a necessidade de continuidade de posições políticas eleitoreiras de vários membros do Congresso e até da presidência da república, tornaram esse caminho mais sinuoso e complexo.  Se olharmos o ano de 2019 e este ano, podemos anotar boas contribuições e atitudes dos parlamentares, bem como, boas proposições do Executivo. De forma independente e autônoma. O debate, o diálogo e o conteúdo das proposições aperfeiçoaram a proposta final, aprovada ou em tramitação final. Pelo momento que vivenciamos, de pandemia, destacam-se aquelas de cunho econômico-financeiro, mas já estamos chegando ao momento de construirmos políticas de apoio aos vulneráveis, aos brasileiros em situação de extrema pobreza.

Mas os brasileiros, eleitores ou não, estão cansados dos políticos oportunistas, que em épocas de campanha, como agora, renovam suas promessas não cumpridas, suas mirabolantes soluções para resolução de questões inadiáveis, que sequer abordaram.  Especialmente os que buscam a reeleição e nada ou pouco fizeram em relação ao que prometeram. Abrem a caixa de cosméticos e maquiam a face de obras e ações para dizer que precisam continuar ou que dão importância ao eleitor. Especialmente aquelas que possam ser traduzidas em votos. Não dinamizaram a economia local, não dialogam com seus cidadãos e de repente são as pessoas mais simpáticas e acessíveis do mundo. Sinceramente, têm alguns que deveriam ter a hombridade, o bom senso de não tentarem a reeleição. Usam a máquina pública como se fosse uma máquina de fazer votos. Claro que há aqueles que fogem à essa regra e merecem ser reconhecidos. Mas, a grande maioria, infelizmente, não.

Creio que estamos na trilha certa na relação executivo-congresso nacional. O grande desafio de nosso país, por recuperação econômica, será criar um ambiente de apoio social, sem radicalismo ideológico, sem interesses fisiológicos e sem fanatismos personalistas. Como disse Napoleão, é preferível o ateu ao fanático.

Antônio Marcus Carvalho Machado é economista (Ufes) e mestre em Administração (UFMG)

ES Brasil Digital

Capa ES Brasil 181
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