A fruticultura cresce cada vez mais, sendo uma importante atividade econômica do Espírito Santo
Por Cínthia Ferreira
A fruticultura é hoje uma das principais atividades econômicas do estado e tem sido fonte de diversificação de sua produção agrícola. O Espírito Santo tem 14 polos de frutas, que englobam o plantio de abacaxi, acerola, banana, cacau, caju, coco, goiaba, laranja, mamão, manga, maracujá, morango, tangerina e uva.
O conjunto de produtos da fruticultura capixaba movimentou em 2023 cerca de US$ 28,8 milhões com a exportação de produtos in natura e também com valor agregado, segundo a Gerência de Análises e Dados da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (GDN/Seag) com dados do Painel Agro/Incaper.
A fruticultura é fundamental para diversificar a produção, reduzir riscos e gerar empregos e renda. Em 2023, a atividade movimentou R$ 3,1 bilhões em uma área de mais de 70 mil hectares, com produtividade média superior a 16 toneladas por hectare.
Já em 2024, de acordo com o 11º Boletim da Conjuntura Agropecuária do Incaper,
a fruticultura capixaba apresentou expansão, com aumento de 6,59% na produção total.
O volume passou de 1,14 milhão de toneladas em 2023 para 1,21 milhão de toneladas. A área colhida também cresceu, passando de 70,5 mil hectares para 71,7 mil hectares no mesmo período e o Valor Bruto da Produção (VBP) foi estimado em R$ 3,34 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de aproximadamente 7,4% em relação
ao valor de 2023.
Os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram o abacate, com aumento de 18,2% na área colhida, seguido pelo mamão, com alta de 12,73% na área cultivada.
Destaque especial para a pitaya, cuja produção saltou 50,5%, impulsionada pela valorização do mercado e pela expansão das áreas cultivadas destinadas à fruta.
A noz macadâmia apresentou um incremento de 34,31% com a mesma área do ano anterior, sendo o maior rendimento médio, resultante do investindo em melhores manejo e tecnologias. Outros cultivos que também registraram variações positivas na produção foram o coco-da-baía (+15,2%), o mamão (+13,1%) e o açaí (+12,8%), conforme indica a publicação do Incaper.
Já os dados compilados pela GDN/Seag a partir do Painel Agro/Incaper mostram que entre os produtos da fruticultura local mais relevantes economicamente destacam-se: o mamão, que detém 43,6% da renda rural da fruticultura e participa com 4,82% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA), seguido pela banana, que detém 25,5% da renda rural da fruticultura e participa com 2,83% do VBPA.
De acordo com Pablo Lira, diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), o ano de 2024 foi muito bom para a agricultura no estado do Espírito Santo, e as expectativas para o segundo semestre de 2025 são positivas. “A expectativa é que a gente tenha um bom desempenho no nível ou até mesmo melhor do que foi em 2024. E para os próximos anos nossa expectativa, se nenhum fator atípico acontecer, é que a agricultura e a pecuária sigam ampliando sua participação na economia do Espírito Santo, contribuindo para o desenvolvimento do nosso estado e, também, melhorando a qualidade de vida da população com mais geração de emprego e renda e oportunidades de negócios”.
*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil nº 228, de agosto de 2025. Leia a edição completa do Agro aqui.

