Assim como a terra precisa ser semeada, o Terceiro Setor aguarda a “semeadura” de recursos da destinação do Imposto de Renda
Por Robson Melo
Um ano é o tempo que a Terra leva para completar uma volta em torno do Sol. E que bom que é assim para que a esperança se renove, novas sementes sejam lançadas, dando oportunidade para chover e regar a horta. Lua e sol se alternando diariamente para assim cultivar esperanças, ora mais ao ocidente, ora mais ao oriente.

E porque o mundo dá voltas, podemos repetir as apostas de tempos mais produtivos e de boas colheitas. No entanto, ainda falta dar chance para que todos equitativamente possam usufruir desse “cio da terra”.
Essa analogia proposital é para lembrar da nova oportunidade de lançar sementes de mais recursos para as ações sociais, aos projetos que podem trazer muitas transformações para idosos, crianças, adolescentes, jovens, famílias inteiras, seja pela arte, seja no apoio escolar, seja na promoção da saúde e na assistência social.
A “terra está arada” pelas entidades do Terceiro Setor e aguarda a “semeadura” de recursos da destinação do Imposto de Renda. Pessoas e empresas podem praticar a sua cidadania e a sua solidariedade, mediante a Declaração do Imposto de Renda que anualmente é de seu dever apresentar, e destinar parte de seu imposto devido aos Fundos da Criança e Adolescentes, aos Fundos do Idoso, para a Arte e Cultura, para a Defesa do Meio Ambiente, para os de Pessoas com Deficiência e outras com Câncer segundo as Leis de Incentivo Fiscal.
O Leal – o leão solidário – mascote da Federação do Terceiro Setor Capixaba (FUNDAES), está aí para ajudar. Nesse sentido e para mais orientações, consulte o seu contador e veja a cartilha que pode ser baixada neste link.

Em 2024 a semeadura não foi a necessária, aliás bem aquém. De um potencial de R$220 milhões apenas R$4,7 milhões foram efetivamente destinados pelas pessoas físicas com imposto devido para os fundos municipais (Idoso e Criança e Adolescentes).
Lembrando da estrofe da canção de Chico Buarque e Milton Nascimento, “Cio da terra, a propícia estação E fecundar o chão”, composição de 1977 que fala de coisas básicas, de subsistência, de um conhecimento da terra, tal qual a solidariedade e a cidadania, sejamos mais semeadores na boa terra do Terceiro Setor Capixaba.
Robson Melo é Presidente da FUNDAES, a Federação do Terceiro Setor Capixaba

