Por Thamiris Guidoni
O Espírito Santo confirmou o segundo caso de Mpox em 2026, desta vez no município da Serra. O paciente é um homem entre 40 e 49 anos. Segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até o momento foram registradas 44 notificações neste ano, das quais seis permanecem em investigação e 30 já foram descartadas. O primeiro caso do ano foi confirmado em fevereiro, em um homem de 20 a 29 anos, morador de Colatina, no Noroeste do Estado.
No Brasil, os casos de Mpox chegaram a 140 em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Outros 539 casos são suspeitos e nove classificados como prováveis.
Nenhum óbito foi registrado. A maior concentração está em São Paulo (93 casos), seguido do Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11), Roraima (11), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Paraná (2), Pará (1), Amapá (1), Ceará (1), Distrito Federal (1) e Sergipe (1). Em comparação, há 14 dias, o país contabilizava 88 casos, representando aumento de 59%. Em 2025, o Brasil registrou 1.059 casos confirmados e três óbitos.
O que é a Mpox
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se manifesta principalmente por erupções na pele, como bolhas ou feridas, que duram de duas a quatro semanas, podendo vir acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos.
A transmissão ocorre pelo contato próximo com pessoas infectadas — pele a pele, beijo, relações sexuais ou contato boca a pele —, por gotículas respiratórias e pelo compartilhamento de objetos contaminados. O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21.
Diagnóstico e tratamento
Quem apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde para exame laboratorial, única forma de confirmação. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que não há medicamento específico. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves e se recupera sem internação. Em casos graves, podem ocorrer pneumonia, encefalite, miocardite e problemas oculares. Crianças pequenas, recém-nascidos e pessoas imunodeprimidas têm maior risco de evolução desfavorável.
Prevenção
Evitar contato com pessoas infectadas é a principal medida. Quando necessário, recomenda-se o uso de luvas, máscara, avental e proteção ocular. Manter a higiene das mãos, lavar roupas e objetos pessoais, limpar superfícies e descartar adequadamente resíduos ajuda a reduzir o risco de contágio.
As autoridades de saúde reforçam que, diante de sintomas suspeitos, a população deve procurar atendimento para avaliação e testagem.

