Renúncia de Renato Casagrande abre caminho para disputa ao Senado em 2026 e leva Ricardo Ferraço ao comando do Palácio Anchieta até o fim do mandato
Por Denise Miranda e Amanda Drumond
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), confirmou que irá sair do cargo, para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo próprio governador, em coletiva de imprensa, no Palácio Anchieta, na tarde desta segunda-feira (2).
A saída está prevista para ocorrer até o dia 4 de abril, prazo estabelecido pela legislação eleitoral para desincompatibilização de ocupantes de cargos do Executivo, que pretendem concorrer a outros postos eletivos.
“Neste mês de março, estamos iniciando um processo de transição para que eu me afaste do Governo, no início do mês de abril, e fique apto para o processo eleitoral. Faço isso com muita tranquilidade e segurança, porque quem vai assumir o governo é Ricardo Ferraço, nosso atual vice-governador. Ele é trabalhador, conhece a máquina pública e conhece o Estado do Espírito Santo e isso é muito importante para governar”, afirmou Casagrande.
Renato ainda reforçou que Ferraço tem o compromisso de dar continuidade a todo o trabalho realizado durante seu governo. “Vocês estão vendo que estamos realizando uma grande transformação no Espírito Santo, como por exemplo, em 2025 o Estado foi – mais uma vez- o que mais fez investimentos, em todo o Brasil. Foram 20% da nossa receita total em investimentos”.
Conteúdo em Alta
Com a renúncia, o atual vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), assumirá definitivamente o comando do Palácio Anchieta e passará a exercer o mandato até o fim do atual ciclo administrativo, dia 31 de dezembro de 2026. Ferraço também é apontado como pré-candidato à sucessão estadual.
A decisão de Casagrande encerra um ciclo de sua gestão, iniciado em 2019, após ter governado o Estado também entre 2011 e 2014. Ao longo desse período, sua administração foi marcada por políticas de ajuste fiscal, investimentos em infraestrutura e programas nas áreas de educação e segurança pública, além da manutenção do equilíbrio das contas estaduais.
A posse de Ricardo Ferraço deve ocorrer imediatamente após a formalização da renúncia, que deve ocorrer até abril, garantindo a continuidade administrativa.

