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segunda-feira, 24 junho, 2024

Capitã Estéfane alega ter sido impedida de discursar em evento na Câmara de Vitória

Vice-prefeita e pré-candidata, Capitã Estéfane acusa presidente da CMV de impedí-la de discursar em solenidade

Por Robson Maia

A vice-prefeito de Vitória, Capitã Estéfane (Podemos), alega ter sido impedida de discursar em um evento realizado na Câmara de Vitória no último sábado (8). A determinação teria partido do presidente da Casa, vereador Leonardo Monjardim (Patriotas).

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Monjardim é aliado político do atual prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). As relações entre Estéfane e o chefe do Executivo da capital capixaba são consideradas rompidas desde o início do mandato.

A vice-prefeita diz ter sido convidada para o evento por um dos participantes. O homenageado da sessão, o empresário Bruno Rocha, teria mencionado a presença de Estéfane. A militar teria se dirigido a mesa para registrar a participação e cumprimentar Rocha, quando foi impedida de discursar.

“Fui convidada por um casal de amigos. Não foi dito que era sessão solene. Foi um convite para uma homenagem, não havia menção a sessão solene ou que o vereador estaria lá. A Câmara às vezes cede para eventos, quando requisitado. Eu nem ia ficar no evento porque tinha outro compromisso logo depois, mas queriam minha presença”, disse Estéfane.

“Ele disse que estava feliz de me ver, não sei se por isso, mas o Monjardim pegou a fala de novo e disse que queria registrar que era aliado do prefeito, que não tinha nada contra, mas não queria foto comigo e que não me convidou. Isso no microfone. Eu não fui por campanha”, complementou.

Estéfane, que é pré-candidata ao Executivo em Vitória, alega ter procurado Monjardim para esclarecer que a presença não se tratava de campanha eleitoral, mas ouviu do parlamentar que não discursaria na Câmara.

“Por ele ter me ofendido no microfone, correram com o hino. Eu fui até ele e pedi a fala. Disse que ele me me atacou e ele disse, fora do microfone: “aqui você não tem fala”, acusa a vice-prefeita.

O episódio não é inédito. A militar alega ter sido impedida de discursar em outros eventos na capital. Em 2022, durante uma solenidade de entrega da Prefeitura em Jardim Camburi, Pazolini retirou o microfone da mão de Estéfane.

“Não é primeira vez e o mais curioso é que aconteceu da mesma forma que em Jardim Camburi, quando fui violentada. Todo mundo viu, mas, por ter um homem a frente conduzindo, ninguém teve coragem de levantar, sair comigo e se desculpar. A indignação é exatamente essa. Não a violência em si, mas o silêncio e maldade dos violadores virem na minha página me ofender, dizendo que é mimimi. Eu estava sozinha, não tenho assessoria nenhuma da prefeitura. A prefeitura não me respeita, nem dá condições de trabalhar”, disse a pré-candidata.

“Em Jardim Camburi também foi. Ninguém lá  tem dúvidas do que aconteceu, a não ser quem está desmentindo pra limpar a barra do vereador. Muita gente veio no meu direct dizer que está constrangido. Chorei muito pelo descaso e não posso responsabilizar, não tenho assessoria por estar isolada, se eu tivesse estaria amparada, eu só uso meu telefone pessoal. O errado é ele. Se eu soubesse o que teria acontecido, não iria lá”, completou.

Estéfane afirmou que registraria boletim de ocorrência contra o vereador pelo episódio. Procurado, Monjardim não se pronunciou sobre o caso.

Pré-candidatos prestaram solidariedade

Dois pré-candidatos ao Executivo da capital se manifestaram sobre o episódio e declaram apoio a vice-prefeita. João Coser (PT) e Camila Valadão (Psol) usaram as redes sociais para comentar o caso.

Valadão afirmou que o caso se trata de um episódio de violência política de gênero. Coser reforçou o apoio a Estéfane na situação e classificou como inadmissível.

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