23.2 C
Vitória
terça-feira, 25 junho, 2024

Campos Neto: Copom reconhece dificuldade da meta fiscal

O presidente do BC afirmou que a percepção sobre a área fiscal vai melhorar conforme projetos de receita forem aprovados

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quinta-feira, 28, que o Comitê de Política Monetária (Copom) reconhece as dificuldades em atingir a meta de resultado primário, que é de déficit zero para o ano que vem. “Reconhecemos as dificuldades em atingir meta fiscal, que não depende apenas do controle do governo”, comentou.

Durante a entrevista coletiva, o presidente do BC também comentou que o ruído no mercado sobre a possibilidade de troca de meta fiscal causou impacto nos mercados. “Entendemos que é muito importante perseguir a meta. E atingir a meta”, afirmou.

- Continua após a publicidade -

Já o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, comentou que, para elevar o PIB potencial é preciso acompanhar um crescimento robusto sem pressão inflacionária para ter um maior entendimento sobre o que acontece no cenário.

Ele fez a afirmação ao comentar sobre as quatro hipóteses apresentadas pelo BC para o crescimento, salientando que todas contribuem para o quadro previsto. “É prematuro ter uma visão sobre crescimento potencial. Precisaria de um crescimento robusto sem pressão inflacionária para ter maior entendimento.”

Percepção

O presidente do Banco Central previu que, à medida que projetos de receitas forem aprovados pelo Congresso Nacional, a percepção dos agentes econômicos sobre a área fiscal vai melhorar. “Entendemos que tem várias medidas que poderiam atenuar do lado da receita. A gente vai acompanhar a votação dessas medidas”, afirmou, acrescentando que a autoridade monetária não faz comentários sobre projetos específicos, mas há medidas que melhoram o setor fiscal pelo aumento das receitas.

Em entrevista para comentar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), Campos Neto voltou a observar que a relação entre fiscal e política monetária não é mecânica. “A relação nunca é mecânica Para a gente, o que importa é como isso vai impactar inflação e expectativas”, disse.

Ele acrescentou, porém, que se houver piora do setor fiscal, com impacto na expectativa de inflação, haverá impacto na política monetária. Com informações de Agência Estado

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Matérias relacionadas

Continua após a publicidade

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 221

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Vida Capixaba

- Continua após a publicidade -

Política e ECONOMIA