A inédita modernização do atual contrato de concessão da BR-101, prevê investimentos imediatos na ordem de R$ 2 bilhões para ampliação da via
Por Amanda Amaral
Acontece nesta quinta-feira (26), na B3, São Paulo, o leilão da repactuação da concessão da BR-101 para o trecho de 478 quilômetros entre o Espírito Santo e a Bahia. A duplicação da rodovia já começou pela atua concessionária, a Ecovias. Além das melhorias previstas para a pista, o que mais deve mudar com a nova fase da concessão?
Roberto Amorim Júnior, diretor-superintendente da Ecovias 101 (antiga Eco 101), falou com exclusividade à ES Brasil sobre o modelo inédito de reestruturação contratual com o Governo Federal. A iniciativa veio após a atual concessionária optar pela devolução amigável da concessão.
“Nós temos um otimismo que há chance de continuar na administração e essa administração com base em um contrato modernizado”, explica Roberto Amorim, já que a Ecovias vai participar do certame.
Até o momento, foram duplicados 115 quilômetros do total dos 478 quilômetros esperados, no momento, estão sendo realizadas obras na Serra. O diretor-superintendente da concessionária destaca que o grande ganho com a repactuação é a retomada imediata dos investimentos, com volume significativo, pois o investimento total previsto ao longo de 24 anos é de R$ 10 milhões.
“O contrato prevê, independente da Ecovias 101 continuar ou não com a concessão, que nos próximos três anos sejam executados praticamente R$ 2 bilhões em obras, principalmente, para a ampliação aqui no Estado do Espírito Santo”, afirmou.
Entre as novidades previstas com o novo contrato estão, por exemplo, as tarifas diferenciadas para pista duplicada e pista simples, além de benefícios como isenção e descontos para pedágio em sete praças existentes hoje ao longo da rodovia.
Não há previsão para ampliação destes pontos. Contudo, está previsto reajuste tarifário. “Vai, sim, ter uma adequação nesses moldes, mais ainda sim, significativamente, inferior aos novos projetos de concessão que tem saído no país”, pontua Roberto Amorim.
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