- Continua após a publicidade -
- Continua após a publicidade -

Base27 fortalece inovação corporativa no ES e marca novo ciclo do ecossistema

Hub conecta empresas e startups, elevando o ambiente de negócios e fortalecendo a cultura de inovação capixaba. Michelle Janoovick fala sobre o cenário

Por Thamiris Guidoni

O Espírito Santo vive um momento decisivo na consolidação de um ecossistema de inovação mais estruturado, colaborativo e conectado às demandas reais do mercado.

Esse cenário foi detalhado por Michelle Janoovick, CEO do Base27, durante a participação no Café com Moqueca, comandado por Renzo Colnago, onde revisitou sua trajetória, explicou como o hub nasceu em plena pandemia e analisou os próximos passos para o avanço da inovação no estado.

- Continua após a publicidade -

A relação de Michelle com o Espírito Santo começou em 2013, quando ela se mudou ao estado para cursar o mestrado em Administração na UFES. Natural do Rio Grande do Sul, ela imaginava uma passagem temporária, mas encontrou no ambiente capixaba espaço fértil para construir uma carreira voltada à inovação.

“Foi um período de redescoberta. Eu percebi que o Espírito Santo tinha potencial, mas faltava clareza sobre como organizar esse potencial em torno da inovação”, relembra.

Após atuar no Sebrae no Sul do país, ela retornou ao estado em 2017 e mergulhou em projetos ligados à digitalização, logística e desenvolvimento de negócios. A participação em programas como a Mobilização Capixaba pela Inovação e o Founder Institute ampliou sua visão sobre o que ainda precisava ser estruturado no ecossistema local.

O convite para participar da criação do Base27 surgiu em 2019, quando empresas de engenharia e construção buscavam um ambiente que conectasse desafios corporativos a soluções tecnológicas.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

Cooperativismo ganha força com inovação e diálogo
Gênesis 2026: inscrições terminam nesta terça (30)
Estado garante R$ 25,43 bi em tributos em...
MPES e Findes ampliam cooperação no Espírito Santo
Base27 promove IA em negócios no ESX
TecVitória amplia espaço no ecossistema capixaba
A importância da GWM e o papel do...
ES amplia comércio e se firma como hub...
O Espírito Santo na rota da nova economia...
ESX 2026 bate recorde ao movimentar R$ 40,9...

O projeto amadureceu rapidamente, mas a pandemia interrompeu os planos de inauguração presencial. Para Michelle, porém, esse cenário inesperado acabou reforçando a identidade do hub.

“Quando a pandemia chegou, estávamos prontos para inaugurar o Base27 presencialmente. Poderia ter sido o pior momento, mas acabou sendo o ponto de virada. A incerteza obrigou as empresas a repensarem processos, cultura e modelos de negócio, e isso abriu espaço para conversas que talvez demorassem anos para acontecer. Ao lançar tudo digitalmente, alcançamos pessoas que nunca estariam no evento físico e fortalecemos o espírito de comunidade desde o primeiro dia”, explica.

Os primeiros meses revelaram que o maior desafio não era estrutural, mas conceitual: traduzir o que é inovação para empresas que ainda enxergavam o tema com distância.

“No início, mais do que falar sobre inovação, precisávamos traduzi-la. Havia uma distância cultural entre o conceito e a prática. Muitas empresas achavam que inovar era apenas investir em alta tecnologia ou contratar soluções prontas. Nosso trabalho foi mostrar que inovação também é gestão, cultura, processos, pessoas. Quando o empresariado percebeu isso, a porta se abriu. A inovação deixou de ser abstrata e virou estratégia”.

- Continua após a publicidade -

Esse trabalho pavimentou a cultura que hoje define o Base27: colaboração real. O hub reúne empresas mantenedoras de diferentes setores, muitas vezes concorrentes, além de startups e instituições de ensino. Essa convivência criativa é, segundo Michelle, o diferencial do ambiente.

“O que diferencia o Base27 é que a colaboração aqui não é discurso, é rotina. Temos concorrentes compartilhando o mesmo espaço, discutindo dores reais e construindo soluções juntos. Isso exige confiança e maturidade, e o resultado é poderoso: quando corporações, startups e universidades se conectam sem barreiras, o impacto é muito maior do que qualquer iniciativa isolada”, destaca.

O ecossistema capixaba, afirma a CEO, vive uma transição importante. Empresas de setores tradicionais começaram a adotar inovação como estratégia central, enquanto uma nova geração de empreendedores chega mais preparada e aberta ao risco.

Renzo e Michelle durante o Café com Moqueca. Foto: Jerry Apolinário/ Next Editorial
Renzo e Michelle durante o Café com Moqueca. Foto: Jerry Apolinário/ Next Editorial

“O Espírito Santo está vivendo uma virada importante. Setores tradicionais passaram a ver inovação como parte do negócio, não como acessório. E ao mesmo tempo surge uma geração de empreendedores mais preparada, mais curiosa e mais aberta ao risco. O que precisamos agora é fortalecer as pontes entre todos esses atores. Inovação não é um departamento, é uma mentalidade coletiva”, ressalta.

Michelle também destacou a expansão dos programas do Base27 e o avanço das parcerias com universidades e empresas em transformação digital. Segundo ela, a nova fase do hub é marcada por profundidade e continuidade, não apenas pela criação de eventos ou ações pontuais.

“O Base27 está crescendo, ampliando programas e aprofundando a conexão com as universidades. As empresas que chegam não estão buscando apenas tecnologia, mas transformação cultural. E isso é o que realmente sustenta inovação de longo prazo. O Espírito Santo tem potencial para assumir protagonismo nacional, e essa construção está só começando”, finaliza.

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -

Matérias relacionadas

- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 234

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

- Publicidade -