Ales: Bandes apresenta números de 2018

Diretor-presidente do Bandes, Maurício Duque (Fotografia - Tati Beling/Ales)

A apresentação foi feita pelo gestor do banco à Comissão de Finanças da casa de lei

O diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Maurício Duque, prestou contas das atividades da instituição nesta segunda-feira (13), na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa. Segundo material apresentado, o banco fechou o ano passado com um saldo positivo de R$ 1,67 milhão em suas operações.

A carteira de crédito do banco (abastecida por recursos próprios, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES – e de fundos públicos estaduais) gira em torno de R$ 1 bilhão, com destaque para o café, que responde por cerca de 40% dos financiamentos. O número total de clientes do Bandes em 2018 foi de 24.252, com uma inadimplência de 8,3%.

Os números entre 2015 e 2018 apontam para R$ 2,5 bilhões injetados na economia capixaba, o que contribuiu para a criação e manutenção de 38 mil empregos. Os programas prioritários nesse período foram voltados para economia verde e criativa, turismo, avicultura e outras iniciativas, como a produção de cafés especiais e diversificação agrícola.

Duque informou que o Bandes também atuou em políticas públicas, como os programas Reflorestar (2.823 projetos), Nossocrédito (37.240) e o de Barragens e Reservação de Água (345).

José Esmeraldo (MDB) e Alexandre Xambinho (Rede) perguntaram ao diretor-presidente se o banco trabalha com o financiamento de projetos ligados a energia limpa.

“Um dos programas, o da economia verde, abrange financiamentos dessa linha. Temos necessidade de dar foco maior, pois os pequenos e médios não associam (economia verde) com energia solar. Queremos ampliar o programa e ter um produto melhor para energia solar”, respondeu.

Quem também indagou Duque foi Marcos Garcia (PV). Ele questionou o que o Bandes poderia fazer para ajudar os produtores de café a renegociarem suas dívidas e a recuperarem crédito.

“O Bandes tem amarras. Ele recebe (dinheiro) do BNDES, é um repassador de recursos, assim a capacidade fica amarrada. Teria que ter entendimento com o BNDES para dar melhores condições para o cafeicultor. Qualquer política, hoje, temos que fazer com o BNDES. Sabemos da preocupação de todos no segmento”, afirmou.

Também participaram da audiência pública os deputados Euclério Sampaio (sem partido), presidente do colegiado de Finanças, Enivaldo dos Anjos (PSD), Fabrício Gandini (PPS), assim como os diretores do Bandes Iranilson Casado e Everaldo Colodetti; e, o ex-diretor-presidente da instituição, Aroldo Natal.

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