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domingo, 14 DE julho DE 2024

Ato de Bolsonaro na Av Paulista terá participação de Magno Malta

Senador capixaba Magno Malta é um dos nomes que deverão participar do evento programado para o dia 25 de fevereiro

Por Robson Maia

Como resposta direta às ações da Justiça brasileira nas investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados políticos e a ala conservadora convocaram uma manifestação para o próximo dia 25, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Dentre os vários nomes confirmados, o evento deverá ter a participação do senador capixaba Magno Malta (PL). 

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O evento foi convocado na última segunda-feira (12), após as investigações sobre a possível participação de Bolsonaro na articulação de um golpe de Estado avançarem e ganharem corpo. Na última semana, a Polícia Federal (PF) cumpriu diversos mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros contra militares que estariam envolvidos no plano.

O pastor evangélico Silas Malafaia anunciou que fornecerá um trio elétrico para o ato. O líder religioso afirma que o aluguel do trio elétrico foi feito em nome da Associação Vitória em Cristo, que faz parte de seu império religioso. “Alguém tem que pagar, não é de graça”, afirmou o pastor a um veículo de imprensa.

Aliado político do ex-presidente e crítico as ações da Justiça brasileira no que tange às investigações envolvendo Bolsonaro, Malta é um dos nomes que deverão participar do ato de resposta da ala conservadora. Em declarações recentes, em suas redes sociais, o capixaba condenou o que classificou como “perseguição” ao ex-presidente e ressaltou a inexistência de qualquer articulação golpista.

Em outra declaração, Malta apelou para os demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o ministro Alexandre de Moraes siga na condução do caso.

“Aí eu apelo para os ministros do Supremo. Onde estão os senhores? Vocês têm que o julgar impedido, vocês precisam se reunir e tomar uma decisão pelo Brasil, não é por Bolsonaro, não é pelo PL, é pela democracia”, disse o capixaba.

Além de Malta, outras lideranças políticas são esperadas no evento, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), o senador Marcos Pontes (PL-SP), além dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Pastor Marcos Feliciano (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). O senador Marcos do Val (Podemos-ES) garantiu que também estará no ato apoiando o ex-presidente.

Senador capixaba deu origem às investigações

Se por um lado Malta sustenta a inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso e classifica as ações da Justiça como “perseguições”, por outro, um senador capixaba foi quem deu origem, de certa forma, ao episódio que vai ganhando corpo semana após semana com o avanço das operações da Polícia Federal.

No fim do último ano, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) comprou briga pública com a Suprema Corte e com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em determinado momento, o senador chegou a dizer na imprensa que Bolsonaro articulava um golpe de Estado, recuando posteriormente após a pressão de aliados. Segundo o capixaba, a mensagem teria sido do ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). O carioca negou qualquer envolvimento e disparou contra o capixaba: “Palhaço”.

Em um dos relatórios apresentados pela PF após a apreennsão do celular do capixaba, foi constatado que o parlamentar compartilhou informações sobre a trama de golpe de Estado, com o objetivo de impedir a posse de Lula, por meio de dois grupos de WhatsApp: o “Chefias” e o “Amigas para a eternidade”.

As conversas com o grupo “Chefias”, composto por 2 assessores de seu gabinete, foram curtas. Nos diálogos, Do Val antecipou as conversas com Daniel Silveira e descreveu o plano como uma “missão que entrará para a história do Brasil/mundo”. De acordo com investigadores da PF, a fala do parlamentar capixaba faz menção a um possível golpe de Estado.

No entanto, foi no grupo “Amigas para eternidade” (nome fictício, conforme apurou a investigação) que o senador se expressou de maneira mais aberta. Em textos e áudios cheios, outros participantes chegaram a comemorar a possibilidade do golpe: “Eu tô vibrando, vibrando, mas já vou apagar a mensagem!”, disse uma das “amigas”.

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