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Parlamentares cobram respostas após ataques a ônibus

Presidente da Comissão de Segurança afirma que os ataques a ônibus não são isolados e pede políticas de prevenção e mais inteligência policial

Por Amanda Amaral

Pela segunda vez esta semana, a violência é tema de manifestação de parlamentares na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), desta vez, em razão de ataques à ônibus em Vitória. Também foi tema de pronunciamento, na sessão extraordinária de terça-feira (26), o fim das autoescolas de trânsito no Brasil.

Quatro coletivos foram incendiados e um apedrejado, na segunda-feira (25), devido a morte de um suspeito, em Bairro da Penha, Vitória, após troca de tiros com a Polícia Militar (PM). O ato interrompeu a circulação de ônibus até a manhã de terça-feira (26).

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Os parlamentares já tinham se manifestado esta semana em razão de uma menina de 6 anos baleada por facção criminosa na Serra. “Esses atos não podem ser tratados como incidentes isolados, mas como ações de retaliação de facções criminosas contra a sociedade do Espírito Santo”, disse o presidente da Comissão de Segurança da Ales, Delegado Danilo Bahiense (PL).

Em seu pronunciamento, o parlamentar informou que o rapaz morto portava uma arma roubada da Polícia Rodoviária Federal, estava envolvido com uma facção criminosa que atua no estado e era acusado de várias atividades criminosas, incluindo tráfico de entorpecentes e roubos.

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“Diante desses acontecimentos, a Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado reafirma que está atenta e trabalhando para acompanhar as ações necessárias para garantir a proteção da população. É fundamental que todas as autoridades competentes atuem com firmeza, investindo em políticas de prevenção, inteligência policial e medidas que combatam os avanços das organizações criminosas, sempre protegendo a vida dos cidadãos”, concluiu.

O deputado Lucas Polese (PL) também se pronunciou dizendo que “está ocorrendo um colapso” na segurança pública capixaba. O parlamentar criticou as pautas que são discutidas no Congresso Nacional em detrimento da segurança pública, que para ele deveria ser a prioridade no Brasil. Ele defendeu a reforma das leis penais brasileiras e todo o sistema de segurança pública. “Como disse o juiz Carlos Eduardo Lemos, ‘o que em qualquer lugar do mundo é considerado terrorismo, aqui no Brasil é mais um dia comum’. (…) Se pudesse resolver aqui na Assembleia a gente resolvia em um mês, mas é em Brasília”, lamentou.

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Autoescolas

O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) está preocupado com a extinção de empregos e a segurança no trânsito caso as autoescolas deixem de existir no Brasil. O parlamentar afirma que se reuniu com representantes do setor no Espírito Santo para falar do assunto.
O fim dos cursos de formação de condutores (teoria e prática) é proposta do Ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB) – que afirma que a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é cara e, por isso, excludente.

Mazinho ainda considerou reflexo da medida para autoescolas / Foto: Kamyla Passos/Ales
Mazinho ainda considerou reflexo da medida para autoescolas / Foto: Kamyla Passos/Ales

Em seu pronunciamento, Mazinho dos Anjos explicou que há aproximadamente 250 autoescolas no estado, que geram 2 mil empregos diretos e mais 3 mil indiretos. “São micro e pequenas empresas que ajudam na formação de condutores de veículos. Eles estão preocupados com o movimento articulado pelo ministro dos Transportes, que vem querendo acabar com os cursos de formação para a obtenção da carteira de motorista sem debate com a sociedade, com os Detrans estaduais e com as autoescolas”, afirmou.

“Imagina se você tira qualquer tipo de rigor na qualificação e na educação de quem vai tirar documento para dirigir nas estradas e nas cidades? É muita responsabilidade porque um carro pode virar uma arma”, ressaltou o parlamentar, que também destacou o impacto econômico por conta da perda de empregos no setor e nos Detrans – Departamentos Estaduais de Trânsito, que conforme ele, teriam dificuldade de controle e fiscalização dos condutores.

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