Veículos de imprensa cravam o afastamento de Do Val do mandato no Senado após Alcolumbre seguir passos de Lira
Por Robson Maia
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil (AP), estuda repetir a estratégia adotada por Arthur Lira, do PP (AL) na Câmara dos Deputados em 2024 para suspender o mandato do senador capixaba Marcos do Val, do Podemos (ES), e contornar a inatividade do Conselho de Ética. É o que crava parte da imprensa nacional, direto de Brasília (DF).
A informação vem sendo repercutida após o encontro de Alcolumbre com aliados no Senado na última segunda-feira (11). Em julho de 2024, o colegiado chegou a admitir representação da Rede Sustentabilidade contra Do Val e sorteou Jorge Seif, do PL (SC) como relator, mas não houve andamento. Nos últimos cinco anos, o Conselho de Ética do Senado realizou apenas três reuniões e atualmente está sem presidente.
Desde que o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, senadores discutem alternativas. Segundo um deles, há apoio para que a Mesa Diretora suspenda o mandato sem depender do colegiado.
Parlamentares da oposição próximos a Do Val defendem que ele solicite licença médica. Se as medidas cautelares forem relaxadas, o regimento permite a retomada do salário em casos de afastamento por saúde.
Alcolumbre resiste à cassação. O mandato de Do Val vai até o início de 2027. Líderes da Casa afirmam que as recentes restrições impostas pelo STF geraram desconforto mesmo entre senadores que não costumam apoiá-lo.
O senador descumpriu decisão que o proibia de deixar o país e viajou aos Estados Unidos com a família. Seu passaporte comum havia sido recolhido, mas o diplomático não.
A defesa nega o descumprimento e sustenta que o Supremo “não proibiu expressamente o senador Marcos Ribeiro do Val de sair do país, embora tenha decretado a apreensão de seu passaporte”.

