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Agro capixaba deve se preparar para primavera

Incaper alerta para curtos períodos de estiagem no início da primavera e recomenda planejamento hídrico para reduzir perdas no agro capixaba

Por Amanda Amaral 

Com a chegada da primavera, os produtores rurais devem ficar atentos aos períodos curtos de estiagem no início da estação, com veranicos e com o estresse térmico dos animais. A previsão é de que a temperatura aumente gradualmente nos próximos meses e que as chuvas aumentem a partir de outubro, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura Aquicultura e Pesca (Seag).

O período exige atenção especial ao planejamento das atividades agropecuárias, segundo a Coordenação de Meteorologia do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O retorno das chuvas e o aumento das temperaturas favorecem o crescimento das lavouras e a recuperação das pastagens, mas também elevam os riscos de doenças, pragas e o estresse térmico nos animais.

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“O produtor rural deve adotar estratégias de manejo hídrico eficiente, intensificar o monitoramento fitossanitário e investir em práticas de bem-estar animal. Assim, será possível aproveitar as oportunidades trazidas pela primavera e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos de perdas na agricultura e na pecuária capixaba”, destaca o coordenador de Meteorologia do Incaper, Hugo Ramos.

Além disso, a volta das chuvas ajuda na recuperação do potencial hídrico do solo, segundo o Incaper, mas é importante ficar alerta, pois em setembro, a quantidade de precipitações ainda deve ficar abaixo ou próxima da média histórica do período, o que pode gerar veranico – período anormal de calor intenso.

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Já a partir de outubro e novembro, a tendência é de regularização, com possibilidade de volumes acima da média no Norte e Noroeste. A primavera teve início segunda-feira (22), às 15h19 (horário de Brasília), e vai até 21 de dezembro, às 12h03 (horário de Brasília). 

Ênio Bergoli é secretário de Agricultura do Estado. Foto: Seag/Governo do ES
Ênio Bergoli é secretário de Agricultura do Estado. Foto: Seag/Governo do ES

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, reforça a importância da primavera para os agricultores: “Este é o momento de os agricultores se prepararem para essa estação. Independentemente do volume de chuvas, é essencial revisar equipamentos, planejar o uso eficiente da água e adotar boas práticas de manejo. Além disso, acompanhar as previsões climáticas e investir na conservação do solo são medidas que fortalecem a agricultura e garantem mais produtividade”.

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Confira a orientação do Incaper para diferentes culturas:

Cafeicultura

Com relação a cafeicultura arábica, cultivada em regiões de altitude, no início da estação a preocupação é com a florada, ponto crucial para a produtividade futura. O produtor deve observar atentamente o calendário de tratos culturais e investir em práticas que reduzam os impactos de períodos curtos de estiagem. Já no conilon, predominante no Norte e em áreas de baixada no Sul, o desafio está no manejo hídrico. Com temperaturas mais altas previstas, é necessária irrigação eficiente.

Mamão, cacau e banana

O mamão, cultivado principalmente no Norte do Estado, pode enfrentar maior susceptibilidade de incidência de antracnose e mosca-das-frutas com o aumento da umidade. O cacau pode ter intensificação da vassoura-de-bruxa, sendo necessárias podas e tratos culturais adequados. Já a banana, presente em diferentes regiões produtoras, requer monitoramento constante contra a sigatoka-negra e os nematoides, problemas que tendem a se agravar com a volta das chuvas, a partir do mês de outubro.

Pimenta-do-reino

A pimenta-do-reino, também concentrada na Região Norte do Estado, está mais vulnerável à fusariose, demandando manejo fitossanitário rigoroso.

Pecuária

Para a pecuária de corte e leite, a primavera traz condições favoráveis ao crescimento das pastagens, o que melhora a oferta de alimento para os rebanhos. No entanto, o calor acima da média previsto para os próximos meses pode gerar estresse térmico nos animais, reduzindo a produtividade de leite e comprometendo o ganho de peso. Além disso, a maior umidade favorece o aumento da incidência de parasitas.

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Para minimizar esses impactos, o Incaper recomenda reforçar o acesso dos animais a água de qualidade, disponibilizar áreas de sombra e adotar suplementação mineral. O manejo sanitário adequado também se torna indispensável para reduzir perdas no rebanho.

Fonte: Coordenação de Meteorologia do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

 

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