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Acordo sobre Ramal Anchieta deve ser anunciado em breve, afirma Casagrande

Governador esteve em Brasília e retornou otimista quanto ao andamento do projeto, que aguarda aval do Ministério dos Transportes

Por Redação

Orçado em R$ 6 bilhões, o trecho da linha férrea chamado de Ramal Anchieta, que vai ligar o município de Santa Leopoldina ao Porto de Ubu, em continuação da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), deve ter novidades em breve.

De acordo com o governador Renato Casagrande, que esteve nesta semana em Brasília, tudo já está acordado com o Ministério dos Transportes e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A novidade deve ser anunciada em breve pelo governo federal, segundo o governador. Assinado o acordo, a expectativa é de que as obras andem mais rápido e a ferrovia seja entregue até 2030.

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A estrutura virá como uma das obrigações a serem cumpridas pela Vale como contrapartida das renovações antecipadas das concessões da própria Vitória-Minas e da Estrada de Ferro Carajás, no Pará. A primeira fase contempla 80 quilômetros de linha tronco de Santa Leopoldina até Anchieta. Já a segunda fase inclui a construção de mais 20 quilômetros (alça de Ubu), conectando a linha principal ao porto, totalizando 100 quilômetros de ferrovia. As obras devem demorar 60 meses a partir da liberação.

Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)

O governo do Estado e o setor produtivo capixaba estão concluindo a elaboração de um documento que será entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O material reúne sugestões para o processo de renovação antecipada da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A VLI Logística, atual concessionária, apresentou proposta para um novo contrato de 30 anos.

O documento vai defender a construção da variante da Serra do Tigre, em Minas Gerais, além de solicitar investimentos como a ligação ferroviária entre Unaí e Pirapora, ambas em Minas. A proposta inclui ainda a criação de mais terminais intermodais para captação de cargas da ferrovia e a ampliação da capacidade do ramal de Piraqueaçu (entre João Neiva a Barra do Riacho, já na Vitória-Minas).

A intenção é ter uma conexão direta e robusta com o Brasil Central e mostrar que faz sentido economicamente para o país escoar produção pelos terminais portuários instalados, em instalação e ainda a serem instalados ao longo da costa capixaba.

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Audiência pública

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou, na terça-feira (15), na sede da Findes, uma audiência pública para debater a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A VLI Logística, responsável pela ferrovia, que liga o Espírito Santo ao Brasil Central, quer mais 30 anos de contrato e propõe aportes de até R$ 30 bilhões.

Em documento apresentado a ANTT, a VLI prevê expansão de 46% no movimento de cargas pela FCA entre 2026 (início da concessão) e 2056, passando das atuais 40 milhões de toneladas por ano para 58,9 milhões de toneladas por ano, um crescimento médio anual de 1,3%.

A expansão de carga, na visão do governo do Espírito Santo, não é o suficiente para irrigar os portos que estão sendo construídos de Norte a Sul do Estado. A defesa é por mais aportes de malha, com ganhos de eficiência e ampliação – setores sugeriram uma extensão até o Porto do Açu, no Rio.

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Durante a audiência, a Findes, por meio do Conselho Temático de Infraestrutura e Energia (Coinfra), apresentou os estudos que desenvolveu e que indicam um volume de carga considerável do agronegócio para o Corredor Centro-Leste, o que reforça a necessidade de investimentos em novo trecho que contorne a Serra do Tigre.

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O Coinfra defendeu também investimentos para elevar a capacidade do ramal de Piraqueaçu, em João Neiva, ao complexo portuário de Aracruz, que pertence à concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Vale.

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