Após ser decretado como prioridade do governo federal, projeto da EF-118, que vai ligar o ES ao Rio, está na ANTT e deve seguir para análise no TCU
Por Kikina Sessa
A execução da EF-118, ligação ferroviária entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, foi colocada como prioridade institucional do governo federal por meio da publicação do Decreto 12.608, assinado pelo presidente Lula, no dia 1º de setembro de 2025.
Após a publicação, o projeto técnico foi enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e deve seguir para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2025, com oferta ao mercado prevista para o primeiro semestre de 2026.
A primeira etapa do projeto compreende 250 quilômetros, sendo 80 km entre Santa Leopoldina e Anchieta (o chamado Ramal Anchieta) e 170 km de Anchieta a São João da Barra (RJ), onde fica o Porto do Açu. O governo federal decidiu manter o cronograma desse trecho mesmo sem os cerca de R$ 2 bilhões que pretendia obter com a repactuação contratual da Vale (a empresa se comprometeu a fazer o Ramal Anchieta).
O pacote desse trecho soma R$ 6,12 bilhões em investimentos e inclui aporte público estimado em R$ 1,82 bilhão para viabilizar a concessão. O decreto prevê que a execução da ferrovia pode ser feita por meio de PPP – contrato de parceria público-privada.
A nova ferrovia promete alterar o mapa da logística no Sudeste, a partir da abertura de uma nova rota para o agronegócio, interligando portos do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em outra etapa, quando esse primeiro trecho for concluído, está planejada a extensão da malha até Nova Iguaçu, com 325 km de ferrovia. O plano do governo prevê uma concessão de 50 anos.
Após análise do TCU, deve ocorrer o detalhamento do edital, que trará metas de desempenho, regras de acesso e cronograma de aportes públicos.

