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A convergência do desenvolvimento sustentável

O conceito de sustentabilidade envolve exatamente as práticas de gestão que conciliam interesses aparentemente divergentes

Por Roberto Amorim

Um dos grandes dilemas da modernidade envolve a possibilidade de promover o desenvolvimento econômico sem, no entanto, comprometer as métricas de sustentabilidade, garantindo que as gerações atuais possam suprir suas necessidades sem impedir que as futuras façam o mesmo.

O conceito de sustentabilidade envolve exatamente as práticas de gestão que conciliam interesses aparentemente divergentes, revelando um novo caminho para que empresas cumpram seus objetivos estratégicos sem que suas atividades produtivas afetem, de modo negativo, a vida das pessoas e do planeta.

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A atividade de uma concessionária de rodovia também coloca dilemas de tais naturezas no caminho da gestão. No entanto, as empresas podem – e devem – se beneficiar dos ensinamentos da sustentabilidade, que aponta caminhos para a convergência entre desenvolvimento, justiça social e preservação ambiental.

Nossa experiência mostra que é possível avançar com investimentos e obras sem interferir em ecossistemas estabelecidos. Assim, práticas sustentáveis viabilizam obras voltadas para oferecer vias modernas ao mesmo tempo que preservam ecossistemas e apoiam as comunidades locais.

Em 2024, por exemplo, a Eco101 cumpriu seu cronograma de obras, ao mesmo tempo em que dialogou com órgãos e especialistas ambientais para procurar soluções de interferências em áreas preservadas, como a Reserva Biológica de Sooretama, que teve sua velocidade reduzida de 80 para 60km/h para proteger a fauna local; resgatou 38 animais silvestres na rodovia; e destinou R$ 2,3 milhões para 13 projetos sociais distribuídos em 31 municípios capixabas, beneficiando mais de 7.950 pessoas. Esses são apenas alguns exemplos de como é possível agir de forma sustentável, trilhando um caminho de desenvolvimento.

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Já existem evidências de que, assim como na Eco 101, a cultura de sustentabilidade tem se tornado uma realidade no mundo empresarial em seus mais diversos níveis. O relatório “ESG: pequenas empresas, negócios sustentáveis”, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, mostra que 95% das empresas brasileiras já iniciaram ações nesta área. O estudo aponta ainda que 68% dos empresários reconhecem o benefício direto da agenda nos negócios e 23% reconhecem os benefícios indiretos da agenda ESG. Apesar dos avanços, são números que ainda precisam melhorar muito.

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É preciso ter em vista que promover a sustentabilidade no contexto empresarial representa desafios significativos, especialmente em setores que lidam diretamente com o meio ambiente, como o de infraestrutura rodoviária. Entre os principais obstáculos estão os custos iniciais mais elevados de tecnologias sustentáveis, o cumprimento de legislações ambientais rigorosas e a necessidade de conciliar prazos apertados de obras com estudos de impacto ambiental detalhados. Mas os desafios podem ser superados com planejamento estratégico.

No caso da Eco101, a empresa equilibra os desafios financeiros e operacionais com práticas como o diálogo constante com órgãos ambientais, a adoção de soluções tecnológicas de menor impacto e o engajamento em projetos sociais que trazem benefícios duradouros. Embora desafiador, investir em sustentabilidade reforça o compromisso ético das empresas e agrega valor à sua atuação, garantindo um legado positivo para as gerações futuras.

Roberto Amorim Junior é diretor superintendente da Eco 101

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