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quarta-feira, 1 dezembro, 2021

E lá se vão 20 anos sem Tim Maia

Nesta quinta-feira (15), faz 20 anos que Tim Maia morreu. O rei do black brasileiro deixou legado inestimável para a música.

Há exatos 20 anos, a voz rouca de Tim Maia se calava. O drama começou uma semana antes, quando o cantor, aos 55 anos, passou mal em uma apresentação no Teatro Municipal de Niterói (RJ). O show daria origem a um disco acústico. Ele foi internado, mas não resistiu e morreu no Hospital Universitário Antônio Pedro, na mesma cidade.

Logo de cara, um dos maiores méritos do compositor foi ter incorporado o soul americano ao ritmo brasileiro, quando voltou deportado de uma viagem aos EUA. De lá, ele trouxe o groove gringo, sem perder a brasilidade.

Com o primeiro disco homônimo, em 1970, Tim criou uma forma nova de compor e cantar. Entre os exemplos mais belos dessa fórmula estão os hits VocêAzul da Cor do Mar e Primavera.

Após duas décadas, não apareceu ninguém tão original, contestador e popular quanto Tim. O compositor ainda continua influenciando inúmeros artistas de vários gêneros e idades.

Legado musical

“O Tim faz falta como compositor, cantor e artista pela sua personalidade marcante. Ficamos órfãos de um líder que abriu portas para muitos artistas da soul music brasileira. Não tinha medo de falar o que pensava sobre a música em geral e revelou grandes compositores. Ele é uma figura superimportante na minha carreira. Aprendi muito convivendo com o Tim, sua banda. Tenho orgulho de representar e cantar músicas dele no meu show. Carrego grandes influências. Obrigado, Tim, pelo seu legado”, declarou o músico Cláudio Zoli.

Tim Maia

Sebastião Rodrigues Maia era conhecido como Tim Maia. Era carioca, e nasceu em 28 de setembro de 1942. Levou uma vida polêmica, dentro e fora dos palcos. Não poupava ninguém e era provocante. E conhecido por uma das frases: “O mundo só vai ficar legal quando acabar o dinheiro… porém, que não me falte nenhum por enquanto.”

Léo Maia

Filho de Tim Maia, o cantor ficou conhecido em todo o país por ter seu repertório inspirado nos sucessos do pai. A ligação dos dois era muito forte. “Além de assumir minha paternidade, ele me introduziu na música de forma simples e humilde, na verdade me ensinou a trabalhar”, conta o orgulhoso filho adotivo de cantor.

Músico desde os sete anos, Léo já lançou cinco álbuns nos estilos black music, rock e soul. A maioria das canções é de autoria própria. Após anos de trabalho secular, está nos preparativos finais para lançar nas plataformas digitais seu primeiro trabalho gospel, o CD Rei do Baile. Em entrevista exclusiva à Comunhão, ele fala sobre sua infância, o envolvimento com a música, os caminhos errados, o encontro com Jesus e o novo trabalho.

Confira a entrevista de Léo Maia para a Comunhão

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