Sucessão familiar em debate no segundo dia da Acaps

As empresas familiares no Brasil representam 4/5 das empresas privadas, 3/5 da receita e 2/3 dos empregos do país
Danielle Quintanilha é Psicanalista, membro da Escola Lacaniana de Vitória/ES, com mestrado em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas

As empresas familiares no Brasil representam 4/5 das empresas privadas, 3/5 da receita e 2/3 dos empregos do país.

Por isso, a palestra magna deste segundo dia da Super Feira Acaps Panshow abordou esse tema em destaque. Com o título “Preparando a empresa familiar para o futuro”, a responsável pela condução foi a psicóloga Danielle Quintanilha, articulista e co-responsável pela coluna “Família S/A” na plataforma ES Brasil, que mensalmente também trata sobre esse mesmo assunto.

Quintanilha recheou sua exposição com dados de como as empresas familiares são importantes. Por exemplo: 65% das empresas com receita anual acima de U$ 200 milhões pertencem a famílias empresárias. Porém, outras informações chamaram a atenção como o fato de apenas 30% das empresas familiares chegam a segunda geração. Na terceira, o número cai para 15%. Para quarta, chega ao alarmante 4%.

“É necessário ter muita atenção ao processo sucessório, porque 60% de todos os problemas que respondem por essa queda é o conflito familiar”, alertou a palestrante. Entre os vários pontos de destaque que puderam ser observados pelos participantes de encheram auditório principal do evento, Danielle deixou um em destaque.

Destaque na Acaps

“Diálogo é a chave de tudo. Não é um só falar e outro só ouvir. É não ter medo do debate. E o contrário também é muito danoso. Muita gente acha que o silëncio preserva a família e os negócios, mas não é verdade. Os problemas só crescem e pode chegar uma hora que não há mais como resolver. Então, se puder resumir tudo que tratei aqui, recomendado que dialoguem sempre. Nenhum assunto é terrível demais que não possa ser resolvido. E isso só é possível porque empresas familiares também em outro elemento incrível, que é o amor”, revela.

Pensando nisso, a empresária Sandra Fávero veio especialmente ao evento para assistir a palestra e adquirir o livro da palestrante. Ela tem uma cafeteria no município de Pinheiros onde, entre outros produtos, comercializa produtos artesanais do sítio da família.

“Herdei a propriedade e o gosto de fazer massas, biscoitos e pães da minha mãe. Mas ela era da roça e eu comecei uma produção mais voltada para um negócio estruturado. Hoje, além da produção própria com entrega em vários municípios do Espírito Santo, Minas Gerais e alguns da Bahia, eu tenho minha cafeteria que administro ao lado de minha filha, Ana Carolina, e meu genro Wandersoni. Ela é minha grande parceira, mas já penso como será no futuro. Quero fazer tudo da melhor forma possível”, explicou Sandra.

Será possível um negócio familiar perdurar através das gerações? O quanto as relações familiares, o preparo de sucessores e sucedido, a distinção entre família e negócio impactam o futuro do negócio? O negócio familiar tem muitas fortalezas. Há de se fazer bom uso delas e exercitar o diálogo para que os membros da família, sejam eles executivos ou acionistas, trabalhem de forma coesa, em prol da longevidade dos negócios.

Quem é a palestrante

Psicanalista, membro da Escola Lacaniana de Vitória/ES, com mestrado em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas. Há mais de 15 anos, atendendo dirigentes, fundadores e herdeiros de empresas familiares, de diversos segmentos e portes. É Professora convidada da Fundação Dom Cabral, atua no Programa Parceria para o Desenvolvimento do Acionista e da Família Empresária (PDA), ministrando aulas e assessorando empresas e famílias nos programas de sucessão, coesão e conflito familiar em todo o país. É autora do livro “Famílias Empresárias… Vamos Dialogar?”, editado pela Qualitymark.

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