Paneleiras ganharão área revitalizada e deque flutuante

Foto: Reprodução / Divino Guia

O espaço teve investimento e obra realizada pela Faculdade Multivix 

As paneleiras de Goiabeiras ganharão um novo espaço. A área revitalizada será entregue no dia 1º de setembro e permitirá que elas continuem a criar as panelas de barro, tradicionais artefatos do Espírito Santo.

A obra é o resultado da parceria entre a Faculdade Multivix e a Prefeitura de Vitória. A instituição de ensino investiu financeiramente mais de R$ 500 mil, além do planejamento e execução do projeto de urbanização no entorno do galpão localizado em Goiabeiras, Vitória.

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De acordo com o gestor da Multivix e responsável pelo projeto, Álvaro Milleri, a parte revitalizada era utilizada, anteriormente, sem nenhuma condição de segurança para as paneleiras, que acabavam ficando vulneráveis a situações climáticas ruins, exposição ao sol e à chuva. A área também ganhou drenagem, pavimentação, iluminação, plantio de árvores e realocação de postes.

“Com as modificações, as paneleiras ganharam um espaço adequado para a sua produção, com muito mais conforto. Também será possível, a partir de agora, que turistas e visitantes acompanhem melhor a etapa dessa atividade tão típica dos capixabas”, comentou Milleri.

Paneleiras de Goiabeiras

Foto: Reprodução

Primeiro patrimônio imaterial brasileiro, as paneleiras de Goiabeiras são um atrativo cultural e um diferencial para a capital capixaba. Por isso, segundo o gestor, as características rústicas do local e todo o secular processo de confecção das panelas foram preservados para não perderem o seu valor cultural.

“Fizemos uma estrutura um pouco mais moderna na área de queima das panelas e criamos, também, um cais com deque de madeira flutuante, onde a chegada dos turistas poderá ser feita por via hidroviária. Como o próprio prefeito da cidade, Luciano Rezende, afirmou, os visitantes poderão comprar a panela de barro e seguir pelos canais da baia de Vitória para a Ilha das Caieiras, onde poderão degustar a Moqueca Capixaba. É como um circuito de tradição capixaba”, ressaltou Milleri.

No local, também poderão atracar barcos pesqueiros da comunidade do entorno e embarcações turísticas. Haverá, ainda, cinco pontos delimitados para a queima (etapa em que a panela vai para o fogo para secar a argila) e depósitos deslizantes para a madeira. A área de açoite, na qual as panelas são tingidas e seladas, será coberta com um material próprio e anti-inflamável e haverá um espaço próprio para o armazenamento da matéria prima, o barro.

“Trata-se de um importante ícone do nosso Estado, com imenso valor histórico. Assim, além de investir, abraçamos este projeto que permitirá, também, uma maior aproximação entre a comunidade acadêmica e as paneleiras”, finalizou.

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