Mulheres do campo estão em busca de mais conhecimento na área rural

mulheres do campo
Foto: Governo Federal

Áreas de maior interesse abrangem os temas relacionados à formação profissional, como gestão de pessoas e finanças

Uma pesquisa realizada pelo Sistema CNA/SENAR e pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), revelou que a mulher do campo se mostra cada vez mais empreendedora, não se contentando com a posição já conquistada no mercado de trabalho. De acordo o levantamento, elas querem ir muito mais além.

Prova disso, é o número elevado de participantes ouvidas que têm o interesse de aprofundar seus conhecimentos em temas relacionados à formação profissional, em especial, à gestão pessoas, além das áreas de gestão de negócios e finanças.

A pesquisa, realizada com 862 mulheres de diversas regiões do país, foi divulgada no 2º Congresso Nacional das Mulheres do Agro, realizada nos dias 17 e 18 de outubro em São Paulo. Do total, 60% são proprietárias ou sócias; 49,5% trabalham em minifúndios e 55% se sentem preparadas para desenvolver qualquer atividade no campo.

“As mulheres do campo estão quebrando um paradoxo. Antes a preocupação estava muito voltada para o solo, maquinário e agora é preciso focar em gestão. Principalmente, das pessoas, dos colaboradores que estão na propriedade. Hoje a agropecuária é altamente inovadora e tecnológica, mas os grandes diferenciais dentro das propriedades são as pessoas, o capital intelectual, o talento”, afirmou Dyovanna Depolo, coordenadora da Faculdade CNA a Distância.

Conectadas com o mundo

Outro dado importante detectado ao longo do levantamento é a conectividade das mulheres do campo com as ferramentas de comunicação. Mais de 95% das entrevistadas usam o WhatsApp e quase 93% o Facebook.

Para a empresária rural Carla de Freitas, que possui propriedade em Rondônia e mora em São Paulo por conta da faculdade, as mulheres precisam ser, também, protagonistas dessa inovação do setor agropecuário. “Ela precisa estar ligada no que vai precisar e no que vai acompanhar a vida dela daqui pra frente: essa valorização, essa busca do conhecimento da tecnologia, das novas tecnologias”, conclui Carla.

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