Ligando os três primeiros pontos

Como seriam as estruturas corporativas capazes de captar, processar, avaliar e alocar, quando necessário,  recursos para tratar os ditos sinais e os pequenos sintomas?
Marcelo Ferraz é advogado e executivo de Estratégia e Gestão

Como seriam as estruturas corporativas capazes de captar, processar, avaliar e alocar, quando necessário, recursos para tratar os ditos sinais e os pequenos sintomas? Ligando os três primeiros pontos…

Ligando os três primeiros pontos. Eis o tema de hoje. Na estreia deste espaço, nos propusemos a refletir sobre gestão corporativa, abordamos aquelas situações bem complicadas, com escolhas realmente complexas, que diante delas, ficamos sem texto nem contexto, em meio a equações ainda desconhecidas, com variáveis múltiplas e independentes, conforme exposto em http://esbrasil.com.br/sobraram-os-pepinos/

Falamos de competências como gelo nas veias, respiração profunda, centralidade e cabeça fria, advogando a necessidade de haver alguém que seja o último a entrar em parafuso. E apresentamos como proposta metodológica a elaboração de costuras temáticas inusitadas, por meio do estímulo à capacidade humana de raciocinar individual e coletivamente para  construir relações hipotéticas novas, entre fenômenos aparentemente desconexos. Em suma, produzir conhecimentos novos nas organizações.

Em http://esbrasil.com.br/historico-dos-problemas/ prosseguimos falando do momento de conversar com quem tem algo a dizer, sem limites nem preconceitos na composição do painel politemático e da linha do tempo que melhor poderia contar a história da situação problemática. Descrevemos as linhas gerais de um  processo depurativo, de decantação, mas evolutivo, sustentando que as evidências estatísticas garantem que a ansiedade inicial por “alguém para botar ordem no caos” sempre é superada pela melhor versão da verdade, legitimada coletiva, negociada, construída perante os olhos de todos.  

Em http://esbrasil.com.br/editor-caos-teia-aranha/ ressaltamos  a importância daquele indivíduo com gelo nas veias vir ser o editor do caos, justamente por ser o último a entrar em parafuso. E concluímos falando da arrogância corporativa, que se limita a ouvir um círculo muito restrito de pessoas, excluindo a turma do andar de baixo, ainda crendo que pensar seja um monopólio dado como dádiva a alguns iluminados.

Usando a imagem da aranha, para quem os sinais não percebidos na teia é uma questão vital, questionamos como seria nas organizações, considerando que, a gênese dos grandes problemas está na interconexão e na frequência com que se avolumam os sinais fracos e os pequenos sintomas de grandes problemas em potencial.

Hoje, ligando os três principais pontos… 

Integridade sistêmica

Mas como seriam as estruturas corporativas capazes de captar, processar, avaliar e alocar, quando necessário, recursos para tratar os ditos sinais e os pequenos sintomas? Para tanto, exige-se uma arquitetura orgânica moderna, a mais circular possível, com governança clara e transparente, com boas práticas de gestão de integridade sistêmica.

Pensamento digital

Destaque para a posição estratégica a ser ocupada pela gestão de pessoas,  baseada na meritocracia e nos referenciais das melhores práticas de mercado, que nesse design organizacional, em atenção aos tempos em que vivemos, terá a missão de liderar a promoção do pensar e agir de forma digital na organização.

Comunicação e engajamento

Essa arquitetura orgânica deve rodar processos robustos de comunicação e engajamento da equipe interna, além de políticas explícitas de relacionamentos com fornecedores e prestadores de serviços.

O funcionamento dos canais internos e externos de interação institucional vão trazer todo tipo de dado, a ser transformado em informação qualificada, pelo processamento em plataformas de recursos computacionais capazes de gerar interações e compartilhamentos em grande escala.

Gestão do conhecimento

Apenas inspirando segurança e confiança para o time interno expressar com honestidade as suas vivências e interpretações da realidade é que se cria musculatura para lidar com as adversidades cotidianas e as adversidades de maior complexidade.

O time bem informado e engajado passa a ser um traço importante da cultura da uma organização que  faz gestão diuturna do seu próprio conhecimento, em face das variáveis estratégicas do cenário em que atua.


Marcelo Ferraz é advogado e executivo de Estratégia e Gestão

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