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Mercado de cidades inteligentes cresce e amplia demanda por profissionais qualificados

Curso de pós-graduação do LabCidades forma especialistas e contribui para avanços em gestão pública e inovação tecnológica no Espírito Santo

Por Thamiris Guidoni

Vitória se consolida como referência nacional em inovação urbana. O mais recente Ranking Connected Smart Cities 2025 colocou a capital capixaba no topo entre as cidades mais inteligentes e conectadas do país.

Para Everlam Elias Montibeler, responsável pelo Laboratório das Cidades (LabCidades), o reconhecimento reflete não apenas o investimento em tecnologia, mas também o esforço em formar profissionais qualificados para transformar a gestão pública e o cotidiano da população.

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Segundo Montibeler, o mercado de cidades inteligentes está em franca expansão e exige cada vez mais competências técnicas para acompanhar esse crescimento. Ele destaca que, no último ano, 143 especialistas foram formados pelo curso de pós-graduação em Cidades Inteligentes, oferecido pelo LabCidades.

“Essa formação tem contribuído de forma significativa para a transformação não apenas da vida dos cidadãos da capital, mas também das demais cidades capixabas”, afirma.

Os egressos da pós-graduação saem preparados para utilizar dados e tecnologias na criação de cidades mais humanas, tecnológicas e sustentáveis, integrando conhecimentos de Economia, Planejamento Urbano e Sistemas de Informação em uma abordagem interdisciplinar.

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Ele explica que as cidades inteligentes enfrentam dois grandes desafios: investir em tecnologia e em recursos humanos. Ele ressalta que a capacitação dos servidores públicos é essencial para que as ferramentas tecnológicas sejam aplicadas de forma eficiente e estratégica no dia a dia das prefeituras.

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“As cidades inteligentes enfrentam, essencialmente, dois grandes desafios: o investimento em tecnologia e o investimento em recursos humanos. No que se refere à formação técnica dos servidores públicos, é fundamental capacitar esses profissionais para que compreendam como utilizar as tecnologias de forma mais eficiente nas atividades que já desempenham no cotidiano da gestão pública. Assim, será possível otimizar processos, integrar sistemas e oferecer serviços públicos mais eficazes e alinhados às necessidades da população.”

Montibeler reforça que a transformação digital das cidades passa pela qualificação dos gestores, capazes de integrar dados, aprimorar políticas públicas e desenvolver soluções baseadas em evidências.

Ao detalhar a estrutura da pós-graduação, ele explica que o curso combina teoria e prática, oferecendo uma formação abrangente e interdisciplinar. Os conteúdos incluem temas como Cidades Digitais e Sustentáveis, Governo Eletrônico, Mobilidade, Inteligência Artificial e Internet das Coisas.

“O curso de pós-graduação em Cidades Inteligentes oferece aos alunos uma formação abrangente, integrada e interdisciplinar, que reúne conteúdos teóricos e práticos nas áreas de Cidades Inteligentes, Digitais e Sustentáveis, Governo Eletrônico e Democracia Eletrônica, Certificação de Cidades Inteligentes, Mobilidade e Planejamento Urbano, Mineração e Análise de Dados, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e demais tecnologias emergentes.”

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Segundo ele, os alunos concluem o curso aptos a implementar e monitorar indicadores de desempenho urbano, aplicando o conhecimento adquirido para melhorar a gestão municipal. A primeira turma, iniciada em 2023, contou com cerca de 240 alunos, a maioria servidores públicos.

“A maior parte dos participantes era composta por servidores públicos de carreira, que retornaram aos seus postos de trabalho levando novos conhecimentos e contribuindo diretamente para o aprimoramento da gestão municipal.”

Everlam ressalta que o impacto do curso já pode ser percebido em diversas cidades capixabas.

“Essa formação tem permitido que as cidades capixabas avancem na qualificação de seus indicadores de inteligência urbana, alcançando melhores posições nos rankings nacionais e promovendo melhorias concretas na qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.”

Cidades como Vitória e Cariacica, que sediaram polos do curso, registraram avanços expressivos no ranking nacional, evidenciando o papel da educação técnica na construção de cidades mais inovadoras e sustentáveis.

Ao ser questionado sobre o perfil ideal para atuar no mercado de cidades inteligentes, o coordenador do LabCidades destaca que mais do que conhecimento técnico, é preciso curiosidade, espírito crítico e desejo de transformação.

“Os profissionais que desejam atuar no mercado de cidades inteligentes e se candidatam ao nosso curso de pós-graduação devem ter como ponto de partida a inquietude e o desejo genuíno de transformar as cidades. Esses profissionais precisam cultivar o espírito questionador, desenvolver elevada capacidade de análise e manter-se comprometidos com o contínuo processo de inovação.”

Para Montibeler, o curso busca formar agentes de transformação, preparados para criar soluções inovadoras que tornem as cidades mais inteligentes e humanas.

“Devem ser capazes de fazer as perguntas certas, compreender os desafios contemporâneos e propor soluções baseadas em evidências. Com base nesse perfil, o curso oferece todo o ferramental técnico e conceitual necessário para que o aluno se torne um agente de transformação, preparado para construir as cidades do futuro — mais inteligentes, humanas e sustentáveis.”

O LabCidades abriu inscrições para a segunda turma da Pós-Graduação em Cidades Inteligentes, com 320 vagas distribuídas entre os polos de Iúna, Linhares, Serra, Vargem Alta e Vila Velha. As matrículas podem ser feitas exclusivamente pelo site, com prazo estendido até esta sexta-feira (10).

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