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quarta-feira, 19 junho, 2024

Vitória está entre as 15 capitais sem planos contra mudanças climáticas

Levantamento realizado pelo IJSN em meio às tragédias recentes no Rio Grande do Sul e na Região Sul do Espírito Santo

Por Kebim Tamanini

Com os impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas, recentes tragédias no Rio Grande do Sul e na Região Sul do Espírito Santo colocam em evidência a urgência de medidas para mitigar danos. Um levantamento conduzido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) revelou que, dentre as 27 capitais brasileiras, 15 não possuem um Plano de Mudanças Climáticas, incluindo Vitória, capital capixaba.

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Para o diretor geral do IJSN, Pablo Lira, essa falta de preparo dos municípios brasileiros é preocupante diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos. “Os eventos extremos […] demonstram a necessidade de os municípios brasileiros se prepararem adequadamente para o enfrentamento e prevenção das catástrofes climáticas, por meio de estratégias de respostas, mitigação e adaptação. O Plano de Mudanças Climáticas é uma das principais ferramentas que possibilita congregar tais estratégias”, pontua.

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O levantamento, realizado em maio de 2024, evidencia a importância do Plano de Mudanças Climáticas como um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), visando fortalecer a resiliência e a capacidade de adaptação aos riscos climáticos em todos os países.

O que diz a Prefeitura de Vitória…

Perguntada sobre a ausência do Plano de Mudanças Climáticas, a Prefeitura de Vitória informou, por meio de nota, que está em curso a elaboração do Plano de Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, abordando diversos segmentos ambientais e urbanos numa perspectiva de curto e longo prazo.

Além disso, a gestão municipal ressaltou investimentos em obras de contenção de encostas, macrodrenagem e aumento de áreas verdes permeáveis, como parte do Programa VixFlora, que busca plantar uma muda de espécie nativa por habitante da cidade.

A nota enfatiza ainda os esforços na gestão das áreas verdes, com mais de 34 mil árvores em áreas públicas da cidade, incluindo canteiros centrais, praças e orla.

O Plano de Mudanças Climáticas é um desafio global que está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Ponto de alagamento em Vitória-ES. Foto: Reprodução do X

Efeitos climáticos no país

Especialistas ressaltam que a busca por soluções de adaptação aos efeitos climáticos precisa ser implementada o mais rápido possível. “Temos que tornar as populações muito mais resilientes. No caso do Brasil, o Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] já vem realizando estudos, e milhões de brasileiros não podem mais continuar morando em áreas de risco, à beira do rio, em encostas muito íngremes. Além disso, precisamos aprimorar significativamente os sistemas de alerta”, afirmou o meteorologista Carlos Nobre, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

O Cemaden está concluindo um estudo que já identificou mais de 1.900 municípios dos 5.565 em todo o Brasil com áreas de risco de deslizamentos, inundações e enxurradas.

Além disso, entre os anos de 2013 e 2022, desastres naturais, como tempestades, inundações, enxurradas e alagamentos, atingiram 5.199 municípios brasileiros, representando 93% do total de 5.570 municípios. Mais de 4,2 milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas em decorrência desses desastres, conforme dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

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