Afirmação é de Gustavo Paixão, diretor de terminais da Log-In, sobre problemas para exportar rochas e café, em 2024, no terminal portuário Vila Velha
Por Kikina Sessa
O terminal portuário de Vila Velha (TVV), administrado pela Log-In Logística Integrada, vai encerrar o ano de 2025 ocupando uma área 65% maior do que a atual, passando de 108 mil m² para cerca de 178 mil m². O investimento, de R$ 35 milhões, vai permitir que a Log-In movimente mais cargas, principalmente de exportação.
Em 2024, exportadores de rochas e de café tiveram dificuldade em escoar a produção pelo TVV. O fato, de acordo com Gustavo Paixão, diretor de terminais da Log-In, foi ocasionado por uma série de fatores.
“Acho que no ano passado todos os portos do Brasil viveram um caos, o que mostra de forma muito clara a necessidade de investimento em infraestrutura. A Log-In não está fazendo a expansão dessa área porque tivemos um problema em 2024. Esse projeto de expansão do nosso terminal data de muitos anos antes”, disse Gustavo.
Veja a entrevista completa
O diretor da Log-In disse que a empresa acredita no potencial logístico do Espírito Santo e, portanto, tem feito investimentos. “Este ano temos vivido tempos bem melhores, crescemos a performance operacional do terminal em mais de 40%, se comparado com o ano passado”. Gustavo Paixão disse ainda que “hoje o terminal tem espaço, não estamos vivendo nenhum tipo de problema, o que mostra que realmente foi uma questão muito pontual”.
A expectativa da Log-In é que essa nova área do terminal esteja liberada para operação entre o final de 2025 e início de 2026. A liberação depende da Alfândega. “O fluxo de importação para o Brasil pelo TVV está muito forte neste ano, principalmente de máquinas e equipamentos”, conta o diretor.
A pouco tempo a Log-In renovou o contrato de exploração do TVV por mais 25 anos e essa renovação trouxe a reboque a obrigação de investimentos. No curto prazo foram investidos cerca de R$ 170 milhões, incluindo a compra de dois guindastes da Alemanha, que utilizam uma tecnologia que ainda não existe no Brasil.
“Isso abriu portas para que o TVV assumisse cada vez mais protagonismo na logística, não só do Estado, mas no Brasil. Cargas que não viriam para o nosso Estado, passaram a tocar o Espírito Santo”, comenta o diretor.
Nesta entrevista, Paixão fala ainda sobre competitividade dos portos, necessidade de melhorar a infraestrutura do Porto de Vitória para receber navios maiores e sobre os desafios futuros.

