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terça-feira, 7 dezembro, 2021

Pilares do crescimento mantidos na construção e nas vendas de imóveis

Setor apresenta novo ciclo de expansão, com aumento das vendas e diminuição dos estoques de unidades prontas

Um tijolo após o outro. É assim que o mercado imobiliário foi se reerguendo e se consolidando em 2019. As construtoras e imobiliárias conseguiram aumentar as vendas após a crise econômica iniciada em 2015, cujas perdas foram consideráveis. Hoje, os dois setores avaliam que houve uma significativa melhora que permanece neste ano.

Entre os fatores importantes para essa evolução estão: a reforma da Previdência proposta pelo governo federal, o pacote de obras e infraestrutura anunciada pelo Estado e a criação de empregos que deverá impactar positivamente o mercado no próximo ano.

Um novo ciclo de crescimento, com aumento das vendas e diminuição dos estoques de unidades prontas, sobretudo em Vila Velha e Serra, dá contornos ao novo cenário do segmento, destaca o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Sandro Carlesso.

“Este novo momento é resultante da redução das taxas de juros a patamares históricos, também devido à inflação abaixo da meta do governo federal. O mercado se beneficia, ainda, do perceptível aumento do apetite das instituições financeiras para o financiamento imobiliário. Esse conjunto de fatores vem contribuindo para que o cliente decida pela compra, tendo em vista que boa parte das transações imobiliárias se dá a partir do financiamento bancário”, explica ele.

Carlesso completa afirmando que, “com os juros em queda livre, a tomada de empréstimo ficou mais barata para o comprador. A redução da Selic contribui ainda para que investidores apostem no mercado imobiliário, buscando uma rentabilidade superior a determinados investimentos”.

Os indicadores de atividade e de emprego na indústria da construção brasileira alcançaram em outubro o maior nível dos últimos sete anos, aponta a pesquisa divulgada no dia 25 de novembro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por meio de nota, a instituição afirma que “os resultados consolidam a tendência de crescimento do setor”.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Paulo Baraona, confirma a informação. “Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), hoje são 38.874 trabalhadores com carteira assinada na construção civil. A expectativa é que haja um crescimento gradual, à medida que aconteçam novos investimentos. A criação de empregos pode ter uma melhora significativa com a realização do plano de obras públicas do Estado e dos projetos da Vale e ArcelorMittal”, afirma.

Construção Civil

Segundo Baraona, o governo tem preparado algumas medidas, como a redução dos juros, tornando o crédito mais acessível. “Sabemos que a nossa recuperação será lenta, mas de forma constante, sustentável. Isso é o que esperamos”, lembrou.

Os municípios de Vitória e Vila Velha apresentaram, de acordo com o último relatório da pesquisa Índice Fipe/Zap, uma valorização nominal superior à das grandes metrópoles que compõem a Região Sudeste no acumulado dos últimos 12 meses, registrando, respectivamente, uma variação positiva de 3,65% e 5,90% no preço do metro quadrado.

Sandro Carlesso enfatiza, ainda, que o valor do metro quadrado varia bastante não somente entre as cidades como também entre os bairros. O sistema de precificação leva em conta ainda as características físicas do imóvel.

Mercado imobiliário

O aquecimento se manteve no mercado imobiliário. A pesquisa “Indicadores Imobiliários”, realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), informa que o país anotou expansão de 19,2% na venda de imóveis novos em 2018.

No Espírito Santo, a cidade com maior volume de unidades lançadas foi Vila Velha (944), seguida por Serra (672), Viana (344), Vitória (276) e Cariacica (198). Viana e Cariacica não tiveram lançamentos no primeiro semestre. E, no segundo, tais munícipios responderam por 22,27% dos imóveis lançados na região metropolitana.

Com relação à tipologia mais ofertada, as opções com preços de até R$ 190 mil (1.358) foram a principal aposta dos consumidores. Em segundo lugar estiveram os empreendimentos considerados médio padrão, com preços entre R$ 190 mil e R$ 400 mil (489). Eles correspondem a 75,88% do total lançado no período de julho a dezembro.

O diretor-presidente da Galwan S/A, José Luiz Galvêas Loureiro, destacou que houve elevação nas vendas em torno de 20% a 30%, principalmente no fim do ano. “Estamos com uma quantidade grande de adesões e muita movimentação de corretores-parceiros, que vêm sendo acionados. Temos compras efetivas e muitas vendas engatilhadas com esses corretores, que devem ser efetivadas em breve”, pontua.

O ano também foi muito bom para a VTO Polos Empresariais. O diretor-geral da empresa, Alexandre Schubert, contou que a recuperação é sensível. Suave, porém constante e ascendente. “Percebemos expectativas positivas e oferecemos soluções para implantações de empresas. Isso transcende a venda pura e simples. Somos atuantes para que o projeto do cliente se realize, além da nossa comercialização”, observou ele.

Várias cidades no interior do Estado tiveram boas reações e aquecimento forte, conforme explicou o diretor comercial da Companhia Brasileira de Lotes (CBL), Marcos Batista. “O ano de 2019 nos surpreendeu positivamente. No comparativo com 2018, as vendas se mantiveram. Neste ano, lançamos dois empreendimentos, e a nossa expectativa é que em 2020 as vendas aumentem ainda mais”, finalizou.

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