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segunda-feira, 6 abril, 2020

Vacina contra tuberculose pode curar a diabetes, afirma estudo

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Se aprovada, a vacina poderá ser comercializada futuramente. A vacina ainda está em fase de teste

Que a diabetes não tem cura e ainda não existe vacina para curá-la, todos sabem. Entretanto, um teste que utiliza a vacina chamada Bacilo Calmette-Guerin (BCG), usada para o tratamento da Tuberculose, poderá ser usada no controle da diabetes melitus tipo 1.

Durante o estudo realizado pela equipe da diretora do Laboratório de Imunobiologia do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, doutora Denise Faustman, a vacina foi aplicada em 150 adultos com casos avançados da doença. A equipe da doutora descobriu que duas injeções de BCG administradas com quatro semanas de intervalo eliminaram temporariamente as células T causadoras de diabetes.

Em entrevista à Reuters Health, Denise disse que os pacientes também mostraram evidência de pequeno retorno temporário da secreção de insulina. A doutora afimou que a vacina BCG aumenta temporariamente os níveis de uma substância chamada fator de necrose tumoral ou TNF – e os níveis mais altos de TNF podem eliminar do sangue as células T que são prejudiciais em indivíduos com diabetes tipo 1.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Turatti, os testes ainda estão em fase preliminar e não é possível dizer que já existe uma vacina ou que ela foi anunciada oficialmente e já poderá ser usada. Além disso, 90% dos casos no Brasil são de diabetes tipo 2.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil tem 14,3 milhões de pessoas com diabetes e metade das pessoas com diabetes não sabe que tem o problema. Anualmente 130 mil pessoas morrem devido ao diabetes no Brasil.

A endocrinologista Daniela Alvarenga contou que “o estudo é promissor, mas são necessárias ainda muitas pesquisas. Muitas pessoas perguntam por esse tipo de tratamento, mas ainda não é possível adotá-la como tratamento para a doença”.

Daniela ainda disse que a vacina é encontrada nos postos de saúde, mas reforça que não deve ser aplicada como forma de tratamento. “A vacina ainda está em fase de teste em pacientes que possuem a diabetes tipo 1 e não deve ser tomada apenas como método de cura da diabetes”, adverte.

Diabetes

Diabetes mellitus (DM) não é uma doença única, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, provocada por defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas. Em resumo, é a elevação da glicose no sangue.

Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em um tipo de açúcar (glicose), que é absorvido para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia, mas a utilização da glicose depende da presença de insulina – substância produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue, ao que se dá o nome de hiperglicemia.

O diabetes pode ser classificada como tipo 1, quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que é chamado de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais.

Já o tipo 2, que é o diabetes do adulto e aparece geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade, embora atualmente também seja visto com maior frequência em adultos jovens, por causa de maus hábitos alimentares, falta de atividade física e estresse da vida urbana. No diabetes tipo 2 existe a presença de insulina, mas a ação dela é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia.

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