Professora e pesquisadora Rúbia Perini falou ao podcast Destinos ES sobre a sustentabilidade no turismo
Por Ludmila Azevedo
A nova edição do podcast Destinos ES recebeu a turismóloga, pesquisadora e professora Rúbia Perini para uma conversa sobre turismo sustentável e regenerativo. Durante a entrevista, Rúbia destacou o papel transformador do guia de turismo, que vai além de conduzir visitantes: ele atua como agente de mudança nas comunidades e na consciência dos próprios turistas.
“Hoje, o guia de turismo é um vetor de mudança para as comunidades locais”, afirmou. Segundo ela, quando o profissional atua com sensibilidade e conhecimento em educação ambiental, ele contribui para uma experiência que transforma tanto o lugar visitado quanto quem visita.
A professora defendeu ainda a importância de preparar estudantes do curso de guia de turismo para que se tornem multiplicadores dessa consciência. “A ideia de trabalhar com o estudante é que ele seja, na verdade, um pequeno meio de transformar a sociedade através da conscientização”, disse.
Ela explicou que, ao viver uma experiência turística com propósito, o visitante também pode se tornar um agente de transformação. “O turista vai para casa com o pensamento de que aprendeu algo. Ele visita uma comunidade, faz uma remada, não deixa lixo e ainda coleta o dos outros. E aí percebe que nunca mais vai jogar nada no chão, porque entendeu o impacto disso nas espécies marinhas, nas tartarugas.”
A turismóloga também falou sobre a diferença entre turismo sustentável e regenerativo. “O turismo sustentável começou a se fortalecer no Brasil com a Eco 92. Ele propõe visitar comunidades, praias ou museus sem causar danos”, explicou. “Já o turismo regenerativo é um conceito mais recente, que chegou ao Brasil no pós-pandemia, e vai além da preservação: ele busca deixar o lugar ainda melhor do que estava antes da visita”.
Rúbia concluiu que a chave está na mudança de comportamento. “Precisamos de uma mudança de pensamento. O guia precisa levar essa transformação para o turista, para que o impacto seja o mínimo possível — não só naquela região, mas em outras que ele venha a visitar.”

