Tratamento com animais motiva pacientes psiquiátricos, conclui estudo

Foto: Divulgação

De acordo com o estudo, que é pioneiro, a interação de pacientes psiquiátricos com animais resultou em uma melhoria motivacional

Pacientes com problemas psiquiátricos podem ser tratados também com o auxílio de animais. Segundo um estudo pioneiro realizado pelo Hospital Vera Cruz, apresentado durante a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, é possível obter uma melhora significativa.

O estudo, desenvolvido pela psicopedagoga Liana Pires Santos, no Curso Pet Terapia, terminou em 2018, e que acompanhou por um ano pacientes psiquiátricos.

Durante o estudo, ela analisou o perfil dos pacientes, que recebiam visitas de quatro grupos de animais: caninos, para quem tinha dificuldades motoras; roedores e lagomorfos (como coelhos), para esquizofrênicos, autistas, entre outros; aves com bico curvo, para quem precisava estimular a linguagem e trabalhar a atenção; e até jabutis, para pacientes com distúrbio de aprendizagem, por exemplo.

Animais podem auxiliar na resposta do tratamento dos pacientes. – Foto: Divulgação

“Conseguimos mensurar ganhos psiquiátricos. Os pacientes passaram a se vincular ao método terapêutico e a esperar as visitas semanais dos animais. Concluímos que a terapia alterou e melhorou questões motivacionais”, afirmou a psicopedagoga.

O trabalho foi feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, com o objetivo de mobilizar terapias inovadoras na área psiquiátrica.

Jogos Equestres Integrativos 

Liana também apresentou a palestra “Jogos Equestres Integrativos”, que faz parte do Workshop de Equoterapia, realizado no dia 15 de junho, na 16ª Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.

Segundo ela, é possível melhorar a interação afetiva e emocional de pessoas com deficiência relacionando os processos de aprendizagem por meio da Equoterapia.

“Os jogos equestres integrativos ajudam no desenvolvimento biopsicosocial de pessoas portadoras de necessidades especiais. Eles propiciam uma melhor dinâmica em grupo e ajudam com situações lúdicas. Por isso, o objetivo da palestra foi mostrar as muitas possibilidades de atuação da prática com mais de um cavalo na pista, como essas atividades podem ser realizadas com critérios e sem riscos”, disse Liana.

A psicopedagoga, que também é representante da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL) e diretora do Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada (GATI), acredita que é importante trazer a equoterapia para uma feira desse porte, pois é necessário mostrar e atualizar as muitas possibilidades de situações em que ela pode ser aplicada.

 

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