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STF amplia auditoria em emendas parlamentares do INSS

De acordo com a decisão, Carvalho também deve indicar metas e prazos objetivos para o cumprimento das decisões do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) amplie as auditorias que já vêm sendo realizadas sobre o destino de emendas parlamentares. Na decisão, proferida nesta quinta-feira, 8, Dino citou a fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como um sinal de que os aprimoramentos são necessários em outros segmentos. Aliás, a tragédia com o dinheiro dos aposentados do INSS, revelado pela CGU e pela Polícia Federal, mostra que os aprimoramentos são reclamados em outros segmentos – contudo, isso não se inclui no objeto desta ação judicial, e sim de outros procedimentos, afirmou o ministro.

Dino reiterou que todo cidadão deve conseguir visualizar a trilha do recurso federal, no seu ciclo completo, ou seja, o nome do parlamentar que propôs a emenda, quem aprovou e quando a indicação foi aprovada, onde o dinheiro será aplicado, quem recebeu o dinheiro, quando foi executado, bens e serviços entregues à sociedade, empresas executoras e prestação de contas. Dinheiro público não é líquido para escorrer aleatoriamente em face de ineficiências, nem gasoso para se desmanchar no ar em decorrência de improbidades.

A solidez dos resultados é o que a Constituição obriga, em atuação harmoniosa e cooperativa entre os 3 Poderes da República, afirmou o ministro. Ele determinou que a auditoria seja ampliada para abarcar valores crescentes do total dos planos de trabalho (que detalha a aplicação da verba e deve ser aprovado pelo executivo antes do envio do dinheiro) não cadastrados até 13 de fevereiro de 2025.

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Do mesmo modo, outras auditorias já requisitadas devem ser finalizadas, inclusive considerando os prazos relativos à elaboração da LDO e da LOA para o exercício de 2026, peças normativas essenciais para prevenção e correção da execução de recursos federais, complementou o ministro. O ministro intimou o ministro-chefe da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, para que determine vistorias in loco nos Estados e municípios em que ainda há emendas sem planos de trabalho ou outras irregularidades.

De acordo com a decisão, Carvalho também deve indicar metas e prazos objetivos para o cumprimento das decisões do STF. Dino ainda notificou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que tome as providências cabíveis, incluindo a promoção de responsabilidade em face de improbidade administrativa, se for o caso. (Com informações da Agência Estadão, Por Lavínia Kaucz.)

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