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terça-feira, 26 janeiro, 2021

Síndrome do Por do Sol

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Foto: Reprodução

É importante que os familiares estejam atentos e se comprometam a unir forças para tornar o trabalho menos desgastante para todos

Por Gustavo Genelhu

O fim da tarde e o início da noite podem ser períodos difíceis para alguns idosos portadores da doença de Alzheimer. Nesses momentos, eles podem manifestar sintomas que chamamos de Síndrome do por do sol.

À medida que a luz do dia vai desaparecendo, pessoas acometidas por essa síndrome podem apresentar agitação, irritabilidade, confusão mental. Alguns deles ainda insistem em querer “ir pra casa”, por acharem que não estão em seus lares.

As causas para essa síndrome não são muito claras, mas acredita-se que essas disfunções cerebrais podem afetar o relógio biológico de pacientes com Alzheimer, resultando em agitação e confusão mental.

Tais manifestações são um constante desafio para os cuidadores, até porque, no fim do dia, a maioria deles já estão cansados e necessitando de uma pausa. Por isso, é importante que os familiares estejam atentos e se comprometam a unir forças para tornar o trabalho menos desgastante para todos.

Algumas medidas ajudam a atenuar os sintomas. Familiarizar o idoso em seu espaço, como mostrar fotografias, objetos pessoais ou o quintal da casa (se tiver) podem levar ao convencimento de que ele realmente está em seu ambiente. Também recomenda-se sair com o idoso para dar uma volta e, quando ele retorna, acredita que finalmente “voltou para casa”.

Durante o dia, algumas medidas podem ser adotadas. Como a síndrome provoca agitações noturnas, é importante que ao longo do dia ele tenha atividades que o ajudem a ter um repouso de qualidade durante a noite.

Evitar cochilos muito demorados na parte da tarde, incentivar atividades que o mantenham em movimento, estimular uma alimentação saudável e evitar café e outras bebidas estimulantes são medidas importantes.

O ambiente de dormir deve ser o mais confortável e acolhedor possível. O início da noite precisa ser tranquilo. Familiares e cuidadores podem revezar tarefas, colocando

músicas que o idoso gosta, fazer uma leitura, contar histórias que remetem às boas lembranças. Também é válido saber ouvir suas queixas, buscando entender os motivos de suas inquietações, ainda que não apreçam justificáveis para os outros. Isso transmite a sensação de amparo e pode atenuar o estado de desorientação.

O cômodo de dormir precisa estar parcialmente iluminado, pois a escuridão total pode piorar a confusão mental.

Procurar ajuda médica também é fundamental. O especialista irá identificar as causas dessa condição, que pode ser potencializada por um quadro de doença, efeito colateral de alguma medicação e outras possíveis explicações.

A síndrome é um desafio, como tantos outros que estão aí para serem enfrentados. Com amor, disponibilidade, comprometimento e um tratamento adequado, todos saem ganhando!

Gustavo Genelhu é médico geriatra

ES Brasil Digital

ESBrasil-184 - Retrospectiva
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