Dados do Sincodives mostram que o Estado já tem 16 concessionárias de veículos elétricos; chegada de novas marcas impulsiona o setor
Por Letícia Arcanjo
O mercado de carros elétricos avança no Brasil e, no Espírito Santo, esse movimento também já é realidade. Dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives) mostram que marcas como Build Your Dreams (BYD), Great Wall Motors (GWM), GAC, Zeekr, Omoda, Jaecoo, MG Motor, Geely, Jetour e Leapmotor já são comercializadas no Espírito Santo por meio de diferentes grupos automotivos.
Em entrevista à ES Brasil, o secretário de Desenvolvimento do Estado, Rogério Salume, destaca que o Espírito Santo já possui infraestrutura suficiente para atender à demanda atual por veículos 100% elétricos. “O Estado está devidamente capacitado para esse momento do mercado e pronto para atender à crescente demanda por esses veículos”, afirma.
Segundo o Sincodives, o Estado conta com 16 concessionárias de veículos elétricos, sendo 12 concentradas na Grande Vitória, duas em Cachoeiro de Itapemirim e duas em Linhares. Entre as marcas com maior presença, a BYD se destaca pela capilaridade da rede.
A ampliação das concessionárias acompanha o avanço da demanda por veículos eletrificados, impulsionada por fatores como economia de combustível, menor emissão de poluentes e incentivos à mobilidade sustentável.
Pontos de recarga
Outro ponto de atenção diz respeito à infraestrutura elétrica necessária para o abastecimento desses veículos. O secretário destaca que o Governo do Estado não atua diretamente na instalação de pontos de recarga, tratando-se de uma iniciativa do setor privado.
Em entrevista à ES Brasil, o vice-presidente da OAB-ES e sócio do escritório Motta Leal & Advogados Associados, Carlos Augusto da Motta, destaca que a demanda por pontos de recarga tem crescido na mesma proporção da venda de veículos elétricos e híbridos, especialmente os do tipo plug-in.
Segundo ele, o crescimento também se estende a bicicletas elétricas e ciclomotores, que igualmente demandam recarga frequente. O especialista ressalta ainda que o avanço exige atenção à segurança técnica das instalações. Entidades do setor imobiliário têm participado de debates e fóruns no Brasil e no Espírito Santo para a definição de normas e diretrizes voltadas a esse tipo de estrutura.
“Existe uma preocupação com a segurança do usuário e na segurança das edificações. A alimentação dessas baterias, seja nas áreas comuns dos edifícios, seja nas unidades autónomas, nos apartamentos, ou nas salas comerciais, exigem uma série de cautelas a serem observadas para que não haja riscos de incêndios”, destaca.

