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Rochas naturais: alta de 20,3% nas exportações mesmo com tarifaço dos EUA

Rochas naturais mantêm desempenho positivo mesmo com a tarifa adicional de 50% imposta pelos EUA a materiais como granito e mármore

Por Amanda Amaral 

O Brasil exportou entre janeiro e outubro, o total de US$ 1,24 bilhão com vendas do setor de rochas naturais, alta de 20,3% na comparação com o mesmo acumulado do ano anterior. O tarifaço dos Estados Unidos (EUA) impactou as exportações, principalmente, de granitos, mármores e pedra sabão, apresentaram retração, respectivamente, de 14,7%, 9,8% e 54,6%.

Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Os três produtos citados integram a lista de materiais com tarifa adicional de 50% imposta pelo governo norte-americano a partir de agosto.

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A Centrorochas destaca que, embora as pedras naturais brasileiras estejam inseridas na lista de minerais não metálicos críticos para a cadeia de construção residencial dos Estados Unidos, apenas um código tarifário (HTSUS 6802.99.00) foi incluído entre as exceções à tarifa adicional. Esse código contempla os quartzitos – amplamente utilizado no mercado americano em bancadas e cozinhas, mas não o mármore, granito e pedra sabão.

“O Brasil possui a maior geodiversidade do planeta, com mais de 1.200 variedades de rochas naturais, um potencial único ainda tem muito a ser explorado no comércio global”, afirmou o presidente da Centrorochas, Tales Machado.

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Os Estados Unidos se mantêm como o principal destino das rochas naturais brasileiras, respondendo por 53,9% das exportações entre janeiro e outubro deste ano. Na sequência vêm a China (17,0%) e a Itália (8,3%), ambos com desempenho recorde de compras, especialmente de blocos brutos, posteriormente beneficiados e comercializados em diversos continentes.

Para Tales Machado, o cenário reforça a importância de uma atuação técnica e estratégica diante dos desafios internacionais. “Desde o anúncio do tarifaço, iniciamos um forte trabalho de diplomacia empresarial com agendas técnicas e institucionais em Washington D.C., buscando mitigar os efeitos da medida e abrir caminhos para o crescimento sustentável do setor. O desempenho dos quartzitos mostra que essa articulação funciona e que o Brasil segue relevante e competitivo no mercado global de rochas naturais”, concluiu.

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