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O desconhecer nos levou à acomodações sociais e econômicas que ergueram um legado ora evidenciado

Por Antônio Marcus Carvalho Machado

A inaudita situação em que os seres humanos se encontram hoje, com uma forte mudança em conceitos, limites, convivência, métodos produtivos, valores, princípios e ambições, nos faz lembrar de tudo que já lemos, aprendemos, ensinamos e principalmente que não entendemos ao longo da vida. Ou, o que é pior, que evitamos conhecer. O desconhecer nos levou à acomodações sociais e econômicas que ergueram um legado ora evidenciado. Em grande parte, um legado indesejado. Insuficiente para obtermos a almejada prosperidade. Até nos acomodamos em pensar que Nostradamus já havia previsto tudo e que o futuro era imutável.

Das leituras no campo da Economia, considerando o atual momento, não há como deixar de lembrar-se de Schumpeter. Esse economista austríaco, que encerrou sua vida profissional como professor em Harvard, escreveu um livro, publicado em 1942, intitulado “Capitalismo, Socialismo e Democracia”, no qual trata a inovação como um forte mola propulsora da prosperidade, via crescimento econômico. Nesse contexto, destaca a importância dos empresários e do crédito, mas essencialmente de um “espirito inovador” que os mova com “destruições criadoras”.

A criação de novos produtos de consumo e de novos processos produtivos, por exemplo, seria essencial com o protagonismo da economia de mercado.  Hoje, é possível dizer que economias altamente estatizadas, corroídas por jogos políticos de poder e ambição pessoal prometeram muito e entregaram pouco. As políticas de bem estar social não ergueram bases sólidas e autossustentáveis. Todas as esperanças estão depositadas na economia de mercado.

Por sua vez, das leituras sobre marketing e construção de tendências, não há como deixar de lembrar-se de Faith Popcorn e seu livro “O Relatório Popcorn”, lançado em 1993. Nele ela registra suas percepções e apostas em um novo futuro, em uma nova sociedade de consumo. Faith é uma futurista. E alguns aspectos do futuro que ela anteviu estão agora se evidenciando. Chamo a atenção do leitor desse artigo para dois, dentre vários. O que chamou de “Vida no Casulo” e de “Volta ao Passado”.

Na primeira tendência ela descreve a síndrome de ficar em casa, em que a segurança dos lares é um refúgio seguro contra as ameaças do ambiente externo.  Nessa vereda, as empresas inovadoras deveriam criar bens e serviços que aproveitassem e viabilizassem essa tendência. Dos home theaters, que levaram o cinema para dentro de casa, à internet, que deu mobilidade às pessoas sem saírem de casa, inclusive para trabalhar, a vida mudou e o padrão de consumo criou novas e variadas possibilidades de emprego, geração de renda pública (impostos) e privada (lucros e salários).

Na segunda, “Volta ao Passado” ela previa a valorização do que já se fez enquanto pessoa. A nostalgia, a valorização de histórias pessoais e coletivas construídas ao longo de um tempo irrecuperável em si próprio, mas não nas suas lembranças. O reencontro consigo mesmo. Com o tempo que esculpiu sua vida.

Da literatura poética não há como deixar de lembrar-se de Vinícius de Morais. O artífice da felicidade, ainda que efêmera. E de como ela, a felicidade, é importante em nossas vidas. E que, inúmeras vezes ela reside nas coisas mais simples, quase imperceptíveis aos olhos dos ambiciosos exagerados. Ler Vinícius é descobrir a importância de gerar essa riqueza intangível, porem indelével: a felicidade. Parece que hoje estamos descobrindo onde ela verdadeiramente está. E que por ela, com ela e para ela poderemos redesenhar o futuro, com inovações, destruições criativas, encapsulamentos e relembranças indeléveis.

Antônio Marcus Carvalho Machado é economista (Ufes) e mestre em Administração (UFMG)

ES Brasil Digital

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