
O estado reafirma sua capacidade de unir dois pilares fundamentais para o desenvolvimento: solidez fiscal e recordes de investimento público
Por Álvaro Rogério Duboc
O Espírito Santo encerra 2025 consolidado como uma das maiores referências do país em gestão pública. Em um cenário nacional marcado por desafios econômicos, o estado reafirma sua capacidade de unir dois pilares fundamentais para o desenvolvimento: solidez fiscal e recordes de investimento público. Essa combinação é fruto de uma cultura de planejamento e responsabilidade consolidada, aliada a uma gestão orientada para resultados.
Pelo 14º ano consecutivo, o Espírito Santo manteve-se na elite nacional quanto à Capacidade de Pagamento do Tesouro Nacional, com classificação A+, um patamar restrito aos poucos estados que exibem equilíbrio estrutural em suas contas. O resultado confirma avanços sólidos em liquidez, poupança corrente e endividamento negativo. Essa condição, inédita para a maioria das unidades federativas, permite que o governo mantenha previsibilidade e planeje o futuro com responsabilidade.
Como diz o governador Renato Casagrande, a responsabilidade fiscal não é um fim em si mesma, ela é meio, um instrumento fundamental para a realização contínua de entregas para os capixabas. De 2019 até novembro de 2025, o Espírito Santo acumulou R$ 19,8 bilhões em investimentos públicos, com R$ 3,8 bilhões aplicados apenas em 2025 — o maior volume da história estadual.
Pelo segundo ano consecutivo, o Tesouro reconheceu o estado como o que mais investe proporcionalmente à sua receita, destinando 20% da arrecadação a obras e ações estruturantes – muito acima da média nacional, que é de 6%.
O fortalecimento da competitividade estadual é outro reflexo. No Ranking de Competitividade do Centro de Liderança Pública, o Espírito Santo mantém a 2ª posição nacional no pilar Infraestrutura. Projetos estruturantes, logística integrada e capacidade de investimento contínuo transformaram o estado em um ambiente atrativo para negócios, inovação e desenvolvimento regional.
O resultado impacta a vida das pessoas: mais de mil quilômetros de rodovias foram implantados, ampliados ou reabilitados; novas unidades de saúde abertas ou modernizadas; a educação avançou em infraestrutura e desempenho; e a segurança apresentou importantes ganhos, como o menor indicador de homicídios dos últimos 29 anos, saindo de uma era analógica para a digital.
No centro dessa trajetória destaca-se o papel estratégico da Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), responsável pela governança do planejamento, pela condução do orçamento estadual e pelo monitoramento das metas que orientam as políticas públicas.
A SEP também lidera o PMO ES – Escritório de Projetos do Governo, reconhecido pelo PMI-Brasil como o melhor escritório de projetos do país, superando inclusive os de grandes corporações privadas. A articulação com a Secretaria da Fazenda se soma a esse ambiente de governança, garantindo coerência entre arrecadação, execução orçamentária e metas estratégicas.
O Espírito Santo demonstra, com resultados consistentes e transparência, que responsabilidade fiscal não limita o desenvolvimento — ao contrário, é uma mola propulsora fundamental para que ele aconteça. Ao combinar previsibilidade financeira, planejamento rigoroso e capacidade de execução, o Estado transforma estabilidade econômica em oportunidades, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para sua população.
Mais do que um balanço de 2025, essa trajetória reafirma um modelo que inspira o país: um estado que planeja, entrega e cresce de forma equilibrada, projetando um futuro cada vez mais sólido para os que aqui nasceram ou escolheram viver.
Álvaro Rogério Duboc Fajardo é secretário de Estado de Economia e Planejamento
Esse artigo é uma republicação da Edição 231 da Revista ES Brasil – Retrospectiva 2025 – Leia aqui

